segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

“Aprender a Criar” baseado no texto de Pedro Demo.


Aprender a criar deve ser o objeto de ensino constante de cada um de nós, principalmente nós professores, isso, para não cunhar em nossos alunos a alienação do saber, pois cotidianamente, se faz necessária a investigação, usando os instrumentos essenciais da criação que é a pesquisa.
Esse é o processo natural para se construir o saber, explícito em todo o caminho educativo, levando-nos a emancipação. Logo, educar nada mais é, do inspirar o educando a ser criativo para que surja um novo mestre, jamais o discípulo. Esse mestre que surge, não é um gênio na ciência ou aquele que detêm todo o saber, é todo aquele que consiga interagir com a emancipação, libertando-se do domínio dos que se dizem grandes mestres e manipulam o saber.
Segundo Pedro Demo (2002 p11 ),” o caminho emancipatório não pode vir de fora, imposto ou doado, mas será a conquista de dentro”, construção própria do educando, onde ele revê e contrói através dos seus próprios pensamentos. Pensamentos esses, de tudo que lhe vier à memória. É preciso conhecer a si mesmo para se tornar melhor. Viver o presente aprendendo com o passado, assim, é possível, encontrar com a verdade que está sempre dentro de nós.
Como professor precisamos agir como Sócrates e dizer, para aqueles que querem as respostas prontas, “só sei que não sei e considero que nada sei “, forçando-os a produzir, criar, através de suas conjecturas as respostas corretas aos seus questionamentos cotidianos.
O posicionamento de Pedro Demo fica claro, no sentido de que , a pesquisa compreende não apenas uma busca de conhecimentos, mas de atitudes politizadas, onde, busca-se o argumento, seja empírico ou contextual, cabendo a sofisticação técnica, como até mesmo, uma contextualização acadêmica, desde de que não se desvincule o ensino da prática pois os dois caminham simultaneamente.
Diante dos nossos próprios limites, cabe-nos o reconhecimento de que conhecimento é um processo diário, da mesma forma em que a educação não começa e simplesmente termina pois sempre teremos o que aprender. Sempre teremos o que ensinar, sobretudo, se faz notório, um conceito de vida criativa permanente, possibilitando o ato emancipatório do indivíduo.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Pronunciamento do Freixo na ALERJ sobre a situação do RJ

Pronunciamento do Freixo na ALERJ sobre a situação do RJ


Violência é caso para inteligência

Quero conversar com os demais deputados para chamar a atenção para algumas coisas que fogem a obviedade. É claro que a situação no Rio é uma situação delicadíssima, inaceitável. Todos nós sabemos disso, mas cabe ao Parlamento um debate um pouco mais profundo, do que necessariamente faz, ou fazem os meios de comunicação. E, nesse sentido, quero pontuar algumas coisas. Primeiro, a venda fácil da imagem de que o Rio de Janeiro está em guerra. Quero questionar essa ideia de que o Rio está em guerra.

Primeiro, que as imagens, as armas, o número de mortos, tudo isso poderia nos levar a uma conclusão da ideia de uma guerra. Mas, qual é o problema de nós concluirmos que isso é uma guerra, de forma simplista? Não há elemento ideológico: não há nenhum grupo buscando conquistar o estado. Não há nenhum grupo organizado que busca a conquista do poder por trás de qualquer uma dessas atitudes. As atitudes são bárbaras, são violentas, precisam ser enfrentadas, mas daí a dizer que é uma guerra, traz uma concepção e uma reação do Estado que, em guerra, seria matar ou morrer. Numa guerra a consequência e as ações do Estado são previstas para uma guerra. Hoje, inevitavelmente, o grande objetivo é eliminar o inimigo e talvez as ações do Estado tenham que ser mais responsáveis e mais de longo prazo.

É preciso lembrar que existem outras coisas importantes que temos que pensar neste momento. Primeiro, não precisa ser nenhum especialista para imaginar que as ações das UPPs teriam essa consequência em algum momento. Não precisa ser especialista para fazer essa previsão. Era óbvio que em algum momento, ou no momento da instalação, quando não houve, ou num momento futuro, uma reação seria muito provável. Então, era importante que o governo estivesse um pouco mais preparado para esse momento. Dizer que está sendo pego de surpresa porque no final do ano está acontecendo isso não me parece algo muito razoável, porque era evidente que isso poderia acontecer.

Neste sentido, seria fundamental que, junto com a lógica das ocupações – eu não vou aqui debater sobre as UPPs, mas tenho os meus questionamentos –, acontecesse o incremento de um serviço de inteligência. Na verdade, o governo do Rio de Janeiro investe muito pouco no serviço de inteligência da polícia, investe muito pouco na estrutura de inteligência.

Vou dar um exemplo. Quem quer visitar a Draco, a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado, portanto, uma delegacia estratégica? Se alguém tem alguma dúvida de que a Segurança Pública não faz investimento nos lugares devidos, vá a essa delegacia, que deveria ser muito bem equipada e estruturada, com boa equipe, bem remunerada, com bons instrumentos. Essa delegacia é uma pocilga, é um lixo! Ela fica nos fundos da antiga Polinter, na Praça Mauá, sem qualquer condição de trabalho para os policiais. Estou falando da Draco, da Delegacia de Repressão às Ações do Crime Organizado, uma das mais importantes que tem o Rio de Janeiro.
Não adianta a Segurança Pública ser instrumento de propaganda política quando, na verdade, os investimentos mais importantes e necessários não são feitos nos lugares corretos, não atendem aos lugares corretos. Se o Governo do Estado do Rio de Janeiro investisse na produção de inteligência e na inteligência da ação policial, certamente, muito do que está acontecendo – não totalmente, para ser honesto, mas muito do que está acontecendo – poderia ser previsto. A ação poderia ser mais preventiva do que reativa.
As ações emergenciais diante uma situação como essa, é evidente que precisam ser tomadas. É evidente que a polícia tem que ir para rua, é evidente que você tem que ter uma atenção maior, tem que haver a comunicação com o Secretário permanente com a sociedade, isso ele está fazendo, eu acho que é um mérito, acho que ele não está fugindo do problema, está debatendo, isso é importante. Mas nós temos também que perceber nesse momento o que não funcionou porque não adianta nesse momento a gente falar: “a culpa é da bandidagem”, isso me parece um tanto quanto óbvio, mas, o que de responsabilidade tem no Poder Público que falhou e que não pode mais falhar? Uma boa parte dos prisioneiros do chamado “varejo da droga” foi transferida para Catanduvas, o que, diga-se de passagem, é um atestado de incompetência do nosso sistema prisional que transfere para Catanduvas, porque no Rio de Janeiro a gente não consegue manter os bandidos presos, afinal de contas, há uma série de problemas: de limitações, de uma corrupção incontrolável... agora, transfere para Catanduvas e aí a solução e o diagnóstico dados pela Secretaria de Segurança é que partiu de Catanduvas a ordem para que tudo isso aconteça. Enfim, agora que o problema é de Catanduvas, a gente transfere os delinquentes para Marte?
Então, qual é a solução? O que está acontecendo de fato nesse momento? Essa juventude do varejo da droga nunca se organizou em movimento de igreja; nunca se organizou em movimento estudantil - até porque nem para escola boa parte foi -, nunca se organizou em movimento sindical; não é uma juventude que tem uma tradição, uma cultura de organização, não tem. Agora, querer achar que eles passam a se organizar e organizar muito bem, que representam o tráfico internacional? É uma tolice. Essa juventude é uma juventude violenta que só entende a lógica da barbárie e é com a barbárie que eles estão reagindo a essa situação que está colocada no Rio de Janeiro, está longe, muito longe de ser o verdadeiro “crime organizado”.
Fica uma pergunta: quantas vezes a polícia do Rio de Janeiro, em parceria com a Polícia Federal, em parceria com a Marinha, em parceria com quem quer que seja, fez ações de enfrentamento ao tráfico de armas na Baía de Guanabara? Quantas vezes a Baía de Guanabara foi palco das ações de enfrentamento ao tráfico de armas e ao tráfico de drogas? Nunca! Não é feito porque não interessa o enfrentamento ao tráfico de armas, o que interessa é o enfrentamento aos lugares pobres, que são mais fáceis, mais vulneráveis para que essa coisa aconteça, e ficam “enxugando gelo”. Quem é que vende esse armamento para esses lugares? São setores que passam por dentro do próprio Estado, todo mundo sabe disso. A gente precisa interromper um processo hipócrita antes de debater qualquer saída de Segurança Pública. Nós temos que, nesse momento de grave crise do Rio de Janeiro, discutir as políticas públicas de Segurança que não estão funcionando. Não dá para o Governo chegar agora e dizer: “está ruim porque está bom”, “está um horror porque estão reagindo a algo que está muito bom”. É pouco e irresponsável diante do que a população está passando. Nós temos que, neste momento, ser honestos e mais republicanos e admitir onde falhamos para que possamos avançar, num debate que não pode ser partidário, mas responsável, com a população do Rio de Janeiro.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

A Guerra do Rio? A farsa e a geopolítica do crime 25/11/2010.

A Guerra do Rio? A farsa e a geopolítica do crime

A Guerra do Rio? A farsa e a geopolítica do crime 25/11/2010.

José Cláudio Souza Alves* 25/11/2010

Nós que sabemos que o inimigo é outro?, na expressão padilhesca, não podemos acreditar na farsa que a mídia e a estrutura de poder dominante no Rio querem nos empurrar. Achar que as várias operações criminosas que vem se abatendo sobre a Região Metropolitana nos últimos dias, fazem parte de uma guerra entre o bem, representado pelas forças publicas de segurança, e o mal, personificado pelos traficantes, é ignorar que nem mesmo a ficção do Tropa de Elite 2 consegue sustentar tal versão.O processo de reconfiguração da geopolítica do crime no Rio de Janeiro vem ocorrendo nos últimos 5 anos. De um lado Milícias, aliadas a uma das facções criminosas, do outro a facção criminosa que agora reage à perda da hegemonia.Exemplifico. Em Vigário Geral a polícia sempre atuou matando membros de uma facção criminosa e, assim, favorecendo a invasão da facção rival de Parada de Lucas. Há 4 anos, o mesmo processo se deu. Unificadas, as duas favelas se pacificaram pela ausência de disputas. Posteriormente, o líder da facção hegemÿnica foi assassinado pela Milícia. Hoje, a Milícia aluga as duas favelas para a facção criminosa hegemÿnica. Processos semelhantes a estes foram ocorrendo em várias favelas. Sabemos que as milícias não interromperam o tráfico de drogas, apenas o incluíram na listas dos seus negócios juntamente com gato net, transporte clandestino, distribuição de terras, venda de bujões de gás, venda de voto e venda de ?segurança?.Sabemos igualmente que as UPPs não terminaram com o tráfico e sim com os conflitos. O tráfico passa a ser operado por outros grupos: milicianos, facção hegemÿnica ou mesmo a facção que agora tenta impedir sua derrocada, dependendo dos acordos. Estes acordos passam por miríades de variáveis: grupos políticos hegemÿnicos na comunidade, acordos com associações de moradores, voto, montante de dinheiro destinado ao aparado que ocupa militarmente, etc. Assim, ao invés de imitarmos a população estadunidense que deu apoio às tropas que invadiram o Iraque contra o inimigo Sadan Husein, e depois, viu a farsa da inexistência de nenhum dos motivos que levaram Bush a fazer tal atrocidade, devemos nos perguntar: qual é a verdadeira guerra que está ocorrendo? Ela é simplesmente uma guerra pela hegemonia no cenário geopolítico do crime na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. As ações ocorrem no eixo ferroviário Central do Brasil e Leopoldina, expressão da compressão de uma das facções criminosas para fora da Zona Sul, que vem sendo saneada, ao menos na imagem, para as Olimpíadas. Justificar massacres, como o de 2007, nas vésperas dos Jogos Pan Americanos, no complexo do Alemão, no qual ficou comprovada, pelo laudo da equipe da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, a existência de várias execuções sumárias é apenas uma cortina de fumaça que nos faz sustentar uma guerra ao terror em nome de um terror maior ainda, porque oculto e hegemonico. Ônibus e carros queimados, com pouquíssimas vítimas, são expressões simbólicas do desagrado da facção que perde sua hegemonia buscando um novo acordo, que permita sua sobrevivência, afinal, eles não querem destruir a relação com o mercado que o sustenta. A farsa da operação de guerra e seus inevitáveis mortos, muitos dos quais sem qualquer envolvimento com os blocos que disputam a hegemonia do crime no tabuleiro geopolítico do Grande Rio, serve apenas para nos fazer acreditar que ausência de conflitos é igual à paz e ausência de crime, sem perceber que a hegemonização do crime pela aliança de grupos criminosos, muitos diretamente envolvidos com o aparato policial, como a CPI das Milícias provou, perpetua nossa eterna desgraça: a de acreditar que o mal são os outros. Deixamos de fazer assim as velhas e relevantes perguntas: qual é a atual política de segurança do Rio de Janeiro que convive com milicianos, facções criminosas hegemonicas e área pacificadas que permanecem operando o crime? Quem são os nomes por trás de toda esta cortina de fumaça, que faturam alto com bilhões gerados pelo tráfico, roubo, outras formas de crime, controles milicianos de áreas, venda de votos e pacificações para as Olimpíadas? Quem está por trás da produção midiática, suportando as tropas da execução sumária de pobres em favelas distantes da Zona Sul? Até quando seremos tratados como estadunidenses suportando a tropa do bem na farsa de uma guerra, na qual já estamos há tanto tempo, que nos esquecemos que sua única finalidade é a hegemonia do mercado do crime no Rio de Janeiro? Mas não se preocupem, quando restar o Iraque arrasado sempre surgirá o mercado financeiro, as empreiteiras e os grupos imobiliários a vender condomínios seguros nos Portos Maravilha da cidade. Sempre sobrará a massa arrebanhada pela lógica da guerra ao terror, reduzida a baixos níveis de escolaridade e de renda que, somadas à classe média em desespero, elegerão seus algozes e o aplaudirão no desfile de 7 de setembro, quando o caveirão e o Bope passarem.

* José Cláudio Souza Alves é sociólogo, Pró-reitor de Extensão da UFRRJ e autor do livro: Dos Barões ao Extermínio: Uma História da Violência na Baixada Fluminense.

sábado, 6 de novembro de 2010

MIL NOVECENTOS E SESSENTA E QUATRO HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA

IDEOLOGIA
Letra e Música Prof. ABNER LOPES


1964, ano fértil pra história da educação brasileira. Onde os posicionamentos ideológicos de uma classe dominada, são vistos e ouvidos numa forma de luta.


NOSSA HISTÓRIA, NOSSA EDUCAÇÃO
NOSSA HISTÓRIA, NOSSA UNIÃO
AS DIFERENÇAS SOCIAIS E ECONÔMICAS
E AS CULTURAIS DE CADA REGIÃO

IDEOLOGIA TODOS PRECISAMOS TER
IDEOLOGIA É A FÓRMULA PRA VENCER

HOUVE MUITA REPRESSÃO
MUITOS PRESOS E DEMITIDOS
UNIVERSIDADES FORAM INVADIDAS
PRIVATIZARAM NOSSO ENSINO
EXCLUINDO NOSSOS POBRES
LEGISLAÇÃO CONFUSA, ABSTRATA
BASEADA EM UMA PEDAGOGIA BARATA

IDEOLOGIA TODOS PRECISAMOS TER
IDEOLOGIA É A FÓRMULA PRA VENCER

MESMO COM OS AVANÇOS QUE TIVEMOS
AINDA TEMOS INJUSTIÇA
UNIVERSIDADES ABERTAS
ÀS CLASSES SOCIAIS DIFERENCIADAS
MAS MAQUEADAS POR UM PASSADO
QUE ESTÁ SEMPRE À MEMÓRIA
UMA FALSA LIBERDADE, FALSA DEMOCRACIA.

IDEOLOGIA TODOS PRECISAMOS TER
IDEOLOGIA É A FÓRMULA PRA VENCER

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Ninguêm é insubistituível. O QUE VC ACHA DISSO?

INSUBSTITUÍVEL.


Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua
equipe de gestores.
Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça:
"ninguém é insubstituível" .

A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.
Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça.
Ninguém ousa falar nada.

De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o
atrevido:
- Alguma pergunta?

- Tenho sim.
-E Beethoven ?
- Como? - o encara o diretor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?

Silêncio.....

O funcionário fala então:

- Ouvi essa estória esses dias, contada por um profissional que
conheço e achei muito pertinente falar sobre isso.

Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas,
no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da
organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no
lugar.

Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank
Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os
Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein?
Picasso? Zico? etc...

Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que
sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto,
são sim insubstituíveis.

Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado
para alguma coisa.

Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e
começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando
no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar
seus 'erros/ deficiências'.

Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era
instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico ...

O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de
arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus
talentos.

Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e
voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro.
Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.

Se seu gerente/coordenador, ainda está focado em 'melhorar as
fraquezas' de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder/
técnico, que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert
Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo. E na
gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.

Seguindo este raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural, os rios
seriam retos não haveria montanha, nem lagoas nem cavernas, nem
homens, nem mulheres, nem sexo, nem chefes nem subordinados. . .
apenas peças.

Nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões 'foi pra outras
moradas'. Ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e
falou mais ou menos assim: "Estamos todos muito tristes com a
'partida' de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo,
chamamos:.... Ninguém ... pois nosso Zaca é insubstituível"

Portanto nunca esqueça: Você é um talento único... com toda certeza
ninguém te substituirá!

"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo..., mas posso
fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer
o pouco que posso."

"No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo que você é...,
e outras..., que vão te odiar pelo mesmo motivo..., acostume-se a
isso..., com muita paz de espírito...". É bom para refletir e se
valorizar!

Um bom dia..... insubstituível!!!!

sábado, 23 de outubro de 2010

Escola Aberta às Diferenças.

Este é um assunto de suma importância e que tem que ser discutido no dia a dia da ESCOLA e de seus EDUCADORES.
O mestre João Guimarães Rosa com uma sensibilidade inigualável, fala sobre essa diferença de forma linda e abragente. Remete à beleza da diversidade humana em um mundo concreto, real, feito de pessoas de carne e osso.


" O senhor... Mire veja: o mais importante e bonito do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando.
Afinam ou desafinam. Verdade maior. É o que a vida me ensinou"( João Guimarães Rosa )


No mundo de hoje, onde se trata de tudo ou quase tudo, virtualmente, Os alunos são vistos de forma virtual e não concreta, são vistos como objetos categorizáveis. Mas não podemos continuar ou permitir que esse pensamento nos praguimatize, pois de de fato, eles existem, são pessoas que trazem em seus contextos culturais uma verdade que está dentro de cada indivíduo e que precisa ser descoberta por ele mesmo.
É preciso usar o território escola, espaço, tempo e fazer educação em ritmo de diversidade.

Educação tem Nome - PROFESSOR. ABNER: Baseado no pensamento Socratiano para a EDUCAÇÃO....

Educação tem Nome - PROFESSOR. ABNER: Baseado no pensamento Socratiano para a EDUCAÇÃO....: "Só sei que não Letra e Música: Prof. Abner Só sei que não sei E considero que nada sei O pensamento humano possui Valor prático ou mora..."

terça-feira, 12 de outubro de 2010

O HOMEM E A SOCIEDADE

O Homem e a Sociedade

Letra e Música: Prof. Abner Lopes


O homem não muda a sociedade
Mas ela pode o homem mudar
Com suas regras sempre impostas
Transforma o homem a seu bel prazer
A sociedade tem vontade própria
E tenta sempre fazer o que quer
Através da emoção entra no coração
E domina o homem fora da razão

O que eu quero mesmo é me emancipar
Não vou deixar mais ninguém me dominar


Quero pensar com meus próprios pensamentos
Agir com a razão e não com o coração
Um mundo novo quero conquistar
Através da educação sei que posso chegar lá
Não quero mais ser influenciado
Minha própria liberdade sei que vou alcançar
Já decidi o que vou fazer
Vou pesquisar pra poder entender

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

POLÍTICA

JOGADA ELEITORAL

Para Manoel Ferreira, saída é a petista condenar o aborto

A divulgação de uma nova versão da Carta Aberta ao Povo de Deus e uma propaganda de TV em que a candidata Dilma Rousseff (PT) exponha claramente a posição contrária ao aborto são algumas propostas para o segundo turno defendidas por lideranças evangélicas que atuam na campanha da petista.

Com o diagnóstico de que informações espalhadas na internet sobre Dilma ser a favor da legalização do aborto foram decisivas para impedir a vitória da candidata no primeiro turno, o coordenador evangélico da campanha, deputado Manoel Ferreira (PR-RJ), disse que pretende fechar até amanhã a estratégia para as próximas semanas. "A Dilma tem que fazer manifestações públicas claras contra o aborto, de valorização da vida e da família. A iniciativa deve partir dela. Acredito que, em uma nova versão da Carta ao Povo de Deus, podemos detalhar melhor alguns temas", afirmou.

Na versão da carta divulgada no primeiro turno, Dilma diz que cabe ao Congresso Nacional discutir "aborto, formação familiar, uniões estáveis e outros temas relevantes", sem detalhar a posição pessoal em relação aos assuntos. Presidente da Assembleia de Deus de Madureira, o pastor Manoel Ferreira lembra que a comunidade evangélica costuma se reunir três vezes por semana e acredita que é possível "fazer chegar a mensagem (de Dilma) à base com facilidade".

Também aliado de Dilma, o deputado Robson Rodovalho (PP-DF), bispo da igreja Sara Nossa Terra, diz que a mensagem a ser transmitida é a de que, apesar de muitos parlamentares do PT terem votado a favor da legalização do aborto, esta posição não é defendida por Dilma. "Ela tem compromissos mais próximos de nós. Não obstante o histórico de dificuldades (dos evangélicos) com o PT, Dilma foi maior do que o partido", diz Rodovalho.

Vídeo. Um dos principais propagadores da ideia de que "o PT está fechado com o aborto" é o pastor Silas Malafaia, que comanda programas evangélicos no rádio e na televisão e apoia o tucano José Serra. Em setembro, ele recomendou aos fiéis que assistissem ao vídeo em que o presidente da Primeira Igreja Batista de Curitiba, pastor Paschoal Piragine Júnior, prega o boicote ao voto no PT. "Eu não podia mostrar o vídeo no programa. Usei o limite da Lei Eleitoral", conta Malafaia, que no primeiro turno declarou o voto em Marina Silva (PV).

"Esse negócio de boato é conversa fiada. Não satanizo partidos políticos, mas está nos anais da Câmara e do Senado a defesa do PT ao aborto. Hoje se protege capim, planta, baleia e a vida humana é banalizada", diz o pastor,

Na pregação em que pede aos fiéis que não votem no PT, o pastor Piragine exibe um vídeo com imagens feitas pelo Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política. Fundador da entidade, o deputado Robson Rodovalho afirma que o vídeo não foi feito com propósitos eleitorais. "O pastor Piragine não separou o joio do trigo."

Reação
Certo de que a polêmica vai continuar no 2º turno, o coordenador evangélico da campanha petista, deputado Manoel Ferreira (PR), diz que Dilma precisa reiterar sua posição contrária ao aborto.

Data: 6/10/2010 08:02:55
Fonte: Estadão

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Somos feitos á imagem e semelhança de Deus.

Acredito que somos feitos a imagem e semelhança de Deus.
Portanto, Deus está dentro de cada um de nós.
Uma força invisível e poderosa que habita o nosso ser.
Ele é tão perfeito que nos deu o Livre Arbítrio para usarmos essa força Divina ao nosso jeito.
Muitos, por não acreditarem Nele, nessa força inigualável, acabam não acreditando em si.
Mas tudo podemos quando cremos que é Ele que nos fortalece!
Quando não acreditamos ou não sabemos fazer uso dessa força, cometemos muitos erros que não apenas nos fere, mas também fere alguém próximo.
Na verdade acaba mesmo é nos ferindo, pois mais cedo ou mais tarde, nossos erros atingem apenas a uma única pessoa, a nós mesmos.
Creio também sermos todos irmãos, independente de Classe Social e de Raça... Não somos filhos do mesmo Pai?!
E aqui estamos, para aprender a conviver com essas diferenças.
Estamos numa caminhada sem fim de aprendizado e vivemos tropeçando...
Sabemos o caminho a ser tomado em direção a grande Luz Divina, mas estamos sempre bancando os “espertos” e nos direcionando por miseráveis atalhos.
Percebendo que estamos perdidos pelo caminho, cansados nos frustramos.
E procuramos encontrar um culpado pelos nossos desvios.
Esse será sempre o nosso irmão mais próximo independente de onde ele esteja ou quem seja. Sempre haveremos de apontá-lo como o grande vilão por estarmos atolados na lama da nossa ignorância.
Quando conseguimos aceitar e a enxergar aquela luzinha no final do túnel, vem a mão de Deus e nos puxa fortemente...
Acordamos fortalecidos, com tanta vontade de viver, querendo logo mostrar que já sabemos tomar o rumo certo...
E mais uma vez erramos querendo ensinar algo que ainda não aprendemos; algo que ainda estamos engatinhando para aprender...
Observem que desde o início, estou me incluindo em tudo que estou escrevendo...
Porque também sou uma irmã de muitos erros, caminhando em busca dos acertos...
Tenho sempre enxergado a Luz no final do túnel e por Ele tenho sido erguida e assim continuo a minha grande caminhada...
Muito tenho aprendido e me conscientizado que ainda tenho muito a aprender, mas sempre confiante Naquele que em meu ser habita.
Ele é o meu maior e melhor Amigo e sei que jamais me abandonará.
Creio ainda que tudo o que acontece em minha vida, será sempre para o meu crescimento espiritual...
Amo a Deus, logo também me amo; amo a minha família; amo todos os meus queridos amigos virtuais ou não.
E estou também, principalmente, aprendendo a amar qualquer pessoa que, de alguma forma, faz ou já fez parte da minha vida... Essas pessoas também são grandes mestres!...
A caminhada é longa, mas... Tudo posso Naquele que, dia após dia, me fortalece!!!

Com amor e carinho,

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Baseado no pensamento Socratiano para a EDUCAÇÃO.

Só sei que não

Letra e Música: Prof. Abner


Só sei que não sei
E considero que nada sei


O pensamento humano possui
Valor prático ou moral
Valor funcional de natureza universal
Não é individualista É universal bis

Só sei que ...

É preciso conservar, refletir e se organizar
Através de sua própria experiência
Desenvolver seu próprio pensamento
Pensamento de tudo que lhe vier a memória
conhecer-te a ti mesmo
Pra se tornar bem melhor bis


Só sei que ...

Minha filosofia é viver o presente
Aprendendo com o passado
Para se viver melhor
Encontrando com a verdade
Que está dentro da gente

O futuro a Deus pertence
O futuro a Deus pertence bis