sábado, 10 de novembro de 2012

ANALISANDO O FILME “ UM PASSO PARA A LIBERDADE” E O TEXTO CONSCIENTIZAÇÃO DE PAULO FREIRE.

A visão do mundo apresentada no texto “ Alfabetização e Conscientização” e, vivenciada através do filme “ Um passo para a liberdade ”, nos transporta a importantes reflexões em relação a realidade da EDUCAÇÃO nos dias de hoje. “ [... ] a educação como prática da liberdade, é um ato de conhecimento, uma aproximação crítica da realidade. ” ( 2005 p,29) Ainda, segundo o texto, os homens são capazes de agir conscientemente sobre a realidade objetivada. O filme, nos mostra claramente isso, pois, na época da escravidão, uma menina negra, conhece um homem negro, escravo, que é vendido, justamente, para a fazenda onde ela morava. Esse homem, conhecedor das "letras" passa a oferecer esse conhecimento para todos os outros negros. Mas, todos recusam, pois sabiam das consequências que tal atitude traria para suas vidas (castigo por parte dos brancos). Então a menina escondida a pede para Night John ensiná-la. Ele a ensina e, quando os homens brancos descobrem que John, estava conscientizando a menina através do ensino das letras, cortam o dedo do negro, pois esse era o castigo para quem aprendesse a ler, mas isso não tira a sua liberdade mental. A menina já adolescente se alfabetiza e salva, através do seu conhecimento todos os outros negros. Que história fantástica ! Que lição de vida ! O texto conscientização de Paulo Freire nos mostra que a conscientização não está baseada sobre a consciência, de um lado e o mundo de outro, ou seja, separados. Está baseada na relação consciência-mundo. O que ainda, segundo o texto, nos convida a assumir uma posição utópica frente ao mundo, posição esta que converte o conscientizado em fator utópico. O que para Freire, não é o irrealizável ou meramente um idealismo. É a dialetização dos atos de denunciar e anunciar a estrutura desumanizante e anunciar a estrutura humanizante. O que torna a utopia, um compromisso histórico. “ [...] é inserção crítica na história, implica que os homens assumam o papel de sujeitos que fazem e refazem o mundo. Exige que os homens criem sua existência com um material que a vida lhes oferece... .” (2005, 30) O tempo que se denomina, tempo histórico, é aquele que está entre o anteprojeto e o momento da realização ou da concretização. O que criamos com nossas próprias mãos e devemos fazer é, o tempo das transformações e, isso, nós devemos realizar. Esse é o compromisso histórico de cada um de nós. O conhecimento crítico exigido da utopia, nos torna profetas, por nos fazer acreditar e ter esperança que o que elaboramos em nossa consciência se tornará realidade mesmo que não possamos ver com os nossos próprios olhos. “ [...] a conscientização é o olhar mais crítico possível da realidade, que des-vela para conhecê-la e para conhecer os mitos que enganam e que ajudam a manter a realidade da estrutura dominante.” ( 2005, p33) Sendo assim, o homem cria e recria sua própria história, pois ao refletir sobre o contexto vivido e criticamente estabelecer relações com esse mundo através da conscientização, passa a ter respostas concretas aos seus desafios e se torna o criador de cultura, ou seja, da sua própria cultura. Bibliografia Conscientização: teoria e prática da libertação: uma introdução ao pensamento de Paulo Freire/ Paulo Freire - 3 ed. – São Paulo: Centauro – 2005 FILME: UM PASSO PARA A LIBERDADE

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

alma de artista

Alma de Artista
Texto escrito por: Abner Lopes 30.01.2012

É hora de despertar o artista que está dentro cada um de nós e, encorajá-lo a entrar no seu próprio mundo, seja o virtual ou real.
Devemos emancipar nossas forças artísticas visionárias com nossos poderes empíricos de divisão e dedução.
O artista deve pintar, esculpir, escrever, representar, sei lá... Isso digo, não só para a atual geração, mas para as que ainda estão por nascer.
Dizem os sábios, um bom artista está a cinqüenta ou cem anos à frente de seu tempo; com sua sensibilidade, descreve o que se encontra além do horizonte no mundo futuro. O artista de qualquer época deve descrever o que para muitos no presente não passa de uma semente a germinar.
A sensibilidade do artista é o que faz com que se dê vida àquilo que aparentemente esta morto. Do nada cria-se, um mundo de opções. Sempre há uma esperança. Nada está perdido. Nada é lixo a não ser o orgulho que está dentro daqueles que são incapazes de enxergar o artista dentro de si mesmo.

EDUCAÇÃO TEM NOME
CULTURA TAMBÉM
PROFESSOR

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

A teologia dos sinóticos e seus aspectos

Análise crítica dos textos:
_Aspectos da Teologia dos Sinóticos
(JEREMIAS, Joachim. Teologia do Novo Testamento.
São Paulo: Teológica & Paulus, 2004, p. 269-276)
_Aspectos da Teologia dos Escritos Joaninos
(MORRIS, Leon. Teologia do Novo Testamento.
São Paulo: Vida Nova, 2003, p. 297-300.)
_Aspectos da Cristologia Paulina
Júlio Paulo Tavares Zabatiero

Analisando a teologia dos sinóticos e seus aspectos, podemos dizer que essa teologia peculiarmente trata do Reino de Deus. . O Reino gera a Igreja. O domínio dinâmico de Deus, presente na missão de Jesus, desafiando os homens a manifestarem uma resposta positiva, introduzindo-os em um novo grupo de comunhão, os que conhecem o Filho e o Pai.
A presença do Reino significou o cumprimento da esperança messiânica do Novo Testamento que fora prometida a Israel, mas quando Israel como um todo rejeitou a oferta, os que a aceitaram foram constituídos como novo povo de Deus, os filhos do Reino, o verdadeiro Israel, a Igreja incipiente. Logo, a igreja nada mais é, senão o resultado da vinda do Reino de Deus ao mundo por intermédio da missão de Jesus, o Filho de Deus que fora enviado pelo Pai com uma tarefa especial.
O texto, “ Aspectos da Teologia dos Sinóticos” de Jeremias Joachim (2004), nos apresenta a paternidade de Deus em relação aos seres humanos, mostrando-nos que essa paternidade, diferencia-se da tradição hebraica onde, tradicionalmente, dizia-se que o povo de Israel era filho de Deus. Já na pregação de Jesus Deus é apresentado como o Pai de todos os que crêem no evangelho, segundo o texto, mais tarde a igreja traduz que Ele é Pai de todos os que acreditam em Jesus como o primogênito Filho de Jave. Se observarmos, cautelosamente, veremos que para os sinóticos a divindade de Jesus vai se revelando aos poucos. Isto é, através da própria fala de Jesus e demonstração de que Ele é o Filho de Deus e que todos nos tornamos filhos ao crermos no Filho.
No texto “Aspectos da teologia dos Escritos Joaninos” de Leon Morris (2003), é enfocada a paternidade de Deus em relação a Jesus. João leva a igreja a refletir e a falar de Deus como Pai. Outra citação interessante é quando o autor diz que é no envio do Filho e no que Deus fez por meio do Filho que vemos o que significa o fato de Deus ser pai. Jesus mesmo em forma humana, nunca agiu independente do Pai. Deus estava presente em todas as ações do Filho. Por isso, Jesus falava que quem conhecesse o filho conhecia o Pai, pois, Ele e o Pai eram um só (8:19; 14:7; 16:3; 10:38).
Este Evangelho propõe-se confirmar na fé em Jesus, como Messias e Filho de Deus (20,30-31). Destina-se aos cristãos, na sua maioria vindos do paganismo (pois explica as palavras e costumes hebraicos), mas também em parte vindos do judaísmo, com dificuldades acerca da condição divina de Jesus e com apego exagerado às instituições religiosas judaicas que se apresentam como superadas (1,26-27; 2,19-22; 7,37-39; 19,36). Por outro lado, é um premente apelo à unidade (10,16; 11,52; 17,21-24; 19,23) e ao amor fraterno entre todos os fiéis (13,13.15.31-35; 15,12-13).
Além destes temas fundamentais da fé e do amor, João contém a revelação mais completa dos mistérios da Santíssima Trindade e da Encarnação do Verbo, o Filho no seio do Pai, o Filho Unigênito, que nos torna filhos (adotivos) de Deus, a doutrina sobre a Igreja (10,1-18) e outros.
Zabatiero, em seu texto “Aspectos da Cristologia Paulina”, trata o hino cristológico como um dos mais belos e complexos escritos paulinos, o que também concordo.
A Cristologia Paulina sempre impactou na história. Por isso mesmo, ela é central, até mesmo eclipsando outras cristologias no Novo Testamento. É complexa, desafiando a todo tipo de trabalho que tenta fazer um seu sumário. Suas partes não facilitam esta possível pretendida síntese. Para se compreender isso se diz que a Cristologia Paulina é fundamentada na história sagrada de Cristo que, por sua vez, tem suas raízes na história de Israel, como configuração da história de toda a raça humana.

“Hermenêutica ecológica de textos bíblicos”

Resumo do texto “Hermenêutica ecológica de textos bíblicos” de Haroldo Reimer.




Acredito que esta reflexão se propõe a tratar algumas considerações importantes a respeito da busca de uma hermenêutica que se dê conta da questão ecológica na leitura bíblica atual.
Se faz, necessário, levar em conta que o tema ecologia é marcante nos debates atuais, sendo assim, a teologia cristã teve que buscar respostas. Sua contribuição para as causas da crise da relação ser humano-natureza, são significativas, por um lado, e, ao mesmo tempo, repensam seus dogmas dentro da perspectiva da crise ecológica.
Gosto do argumento de Haroldo Reimer quando ele coloca : “ A tese básica é a de que a leitura de textos bíblicos em perspectiva ecológica não é um modismo na atualidade, mas está assentada na perspectiva de textos desta obra canônica.”
Para realizar uma leitura bíblica, seja “popular” ou acadêmica, haverá sempre uma discussão sobre como encontrar e resgatar características da fé bíblica que ressaltam uma relação mais harmoniosa entre as criaturas humanas e a criação como um todo.
A preocupação com a destruição ambiental e a consequente ameaça às diversas formas de vida no planeta Terra, principalmente do ser humano, tem sido motivo de inúmeros encontros, seminários para se discutir o futuro da Terra. E, isso o autor coloca com propriedade em seu texto.
Uma das conclusões que podemos chegar por meio do mútuo diálogo/influência entre teologia da criação e hermenêutica bíblica é que tende-se a relativizar a idéia de poder e dominação nas narrativas de criação bíblicas. A perspectiva de co-criador e cuidador da natureza como criação é pressuposto básico de uma leitura ecológica da Bíblia para o papel do ser humano. Investigar e desvendar os meandros de noções presentes em textos bíblicos que nos encaminham a uma leitura de superioridade e de instrumentalização da natureza e de seus recursos.
O mandato de domínio, em Gn 1.26-28 trata de uma “interpolação secundária”. Ou seja, a noção original de um paraíso que abrigava harmoniosamente todos os seres no relato de Gn 1 foi perturbado com a introdução, por parte de copistas, de referências a subjugação da criação por parte do ser humano no texto de Sl 8.6-9. No entanto, esta interpretação por mais plausível que seja, não explica suficientemente a complexidade de sentido expresso no texto lido atualmente. Em função da percepção do acúmulo de apropriações de sentido dadas ao texto na tradição judaica e cristã, e levando-se em conta os relatos da criação no conjunto do Antigo Testamento, logra-se êxito em afirmar que a idéia de poder-dominação provém da apropriação de sentido posterior à origem do texto, proveniente de várias influências ideológicas do Antigo Oriente.
Embora isso possa parecer nos levar à relativização dos textos, é importante ressaltar que justamente por causa desta interpretação se entende que em ambos os relatos de Gênesis fica evidente que os humanos não podem fugir de sua situação como criatura e seu destino, portanto, está ligado ao destino da criação. Esta tese converge diretamente com a noção de ecologia social: as complexas relações ecológicas dos seres humanos ao longo da história contêm mecanismos de aprendizagem, que continuam a operar ainda hoje. Por isso, a cultura e o conhecimento humano se inserem num processo evolutivo que tem uma raiz biológica/da e na natureza.
Para tanto, a interpretação bíblica precisou e precisa ressignificar seus pressupostos hermenêuticos.
Gosto muito do que o texto nos apresenta em relação a tradição legislativa de Israel, a qual está codificada na Torá podendo ser encontrado no livro de Deuteronômio uma série de textos que podem ser criativamente relidos em perspectiva ecológica.


É o caso de Dt 22:6-7, que prescreve a forma que deveriam lidar com os pássaros e ninhos de aves. O de Dt 23:13-15, no qual há uma recomendação de higiene e saneamento básico, e o de Dt 20:19-20, que semelhantemente, também encontramos ordens claras para que se evitasse o desmatamento, algo que temos visto acontecer muito em nossos dias.
Para concluir quero citar a conclusão do texto de Reimer. “A Bíblia como livro tem suas intencionalidades enquanto obra, e a dimensão ecológica pode não constituir o seu centro. Ainda assim, enquanto livro de textos fundantes das tradições judaico cristãs é importante ler estes textos na consciência do “caminho mental” que busca ressaltar mais a dimensão holística e superar as fragmentariedades do viver. A perspectiva ecológica deve ter presença assegurada na leitura da Bíblia, buscando sempre uma integração entre o grito dos pobres e os gemidos da criação.”

O papel da igreja evangélica no Brasil

Opinião própria sobre o papel da igreja evangélica no Brasil e os caminhos que ela deve seguir no futuro próximo, a fim de ser cada vez mais relevante e fiel ao Evangelho.



Olhando para a história da igreja podemos perceber que os acontecimentos que temos presenciado nos dias atuais, não diferem do passado, no que diz respeito à irrelevância da igreja na sociedade e do descrédito que sua mensagem tem nos causado. O interesse pessoal, o egoísmo de seus líderes faz do evangelho de Cristo um evangelho vazio, sem a verdadeira função outorgada por Jesus, que é amar ao próximo, ajudar e salvar os que estão perdidos.
Nessa perspectiva sobre o papel da igreja evangélica no Brasil e os caminhos que ela deve seguir no futuro próximo, a fim de ser cada vez mais relevante e fiel ao Evangelho. Se faz necessário uma reforma, levando uma mensagem que resgate o que Cristo deixou aos primeiros cristãos atraindo a multidão para viver o milagre, independente, dos dízimos, ofertas ou templos suntuosos. A igreja tem avançado no sentido geográfico, mas o evangelho tem perdido a verdadeira essência. Há uma divisão entre as instituições igrejas, estado e as ciências, o que tem colocado o ser humano na busca do saber, desmistificando o sacerdócio e quebrando o supersticismo.
Hoje, com o avanço tecnológico todos temos acesso às informações que nos era privada. Portanto, não é a instituição, não são os dogmas, nem os rituais, não são os clérigos, não é dominação, e nem o medo do místico, mas a mensagem da Graça a mensagem da Cruz é a resposta para mundo. Não é o modelo específico de igreja, mas o principio, o verdadeiro evangelho deixado e ensinado pelo mestre dos mestres, Jesus.

A Modernidade e a identidade do Protestantismo

À luz do texto-base apresente a sua própria opinião a respeito da relação entre a Modernidade e a identidade do Protestantismo, com destaque para a igreja no Brasil.




Começaremos nossa reflexão a partir de Antônio Gouvêa Mendonça, que cunhou o termo “protestantismos”. “Ao contrário da tradição católica, o protestantismo que surgiu da Reforma do século XVI foi muito mais longe na variedade de tendências e instituições que gerou, e desde cedo revelou-se incapaz de conservar-se unido(...) .
O protestantismo inseriu-se no Brasil no começo do século XIX. Seu primeiro impulso foi basicamente de natureza imigratória e decorreu da abertura dos portos brasileiros ao comércio inglês (1810) e do incentivo governamental à imigração européia, particularmente alemã, poucos anos depois. Todavia, a população brasileira só foi diretamente afetada pela presença de cristãos não-católicos quando começaram a chegar ao Brasil, nos anos 1850, os primeiros missionários protestantes que vieram com a finalidade explícita de propagar sua fé. Esse impulso deu origem ao chamado “protestantismo de missão”. Através dele instalaram-se no Brasil a Igreja Congregacional, a Presbiteriana, a Metodista, a Batista e a Episcopal.
Direta ou indiretamente, as Igrejas brasileiras, ao menos de origem missionária, alimentam-se das idéias da cultura religiosa norte-americana. Como nem sempre as Igrejas norte-americanas são fiéis ao antigo ideário dos fundadores da sua nação, há choques e atritos que se propagam como em ondas até as Igrejas brasileiras. Esse fator é um dos pontos importantes para se compreender o comportamento das Igrejas brasileiras em relação à sociedade civil, já que elas tendem, talvez por serem minoritárias e, portanto, sujeitas ao esforço constante de sua auto-afirmação, a acompanhar as ondas do conservadorismo das Igrejas norte-americanas. É por isso que há um visível descompasso com a sociedade, descompasso que é historicamente explicável: no momento em que o protestantismo foi inserido na sociedade brasileira, esta se encontrava num estágio de desenvolvimento significativamente anterior à sociedade norte-americana; por isso o protestantismo foi recebido como vanguarda do progresso e da modernidade. Mendonça ainda nos fala de um fator crucial: O protestantismo missionário brasileiro não veio do continente europeu, mas dos Estados Unidos, cujo protestantismo tinha raízes na Reforma Inglesa. Talvez seja por isso que o protestantismo que chegou ao Brasil tenha tido intenções fortemente pragmáticas: pretendia ser elemento transformador da sociedade através da transformação dos indivíduos. Embora o pragmatismo caracterize o protestantismo no Brasil, esse protestantismo está ligado, na medida em que se expressa através de Igrejas, à Reforma do século XVI.
O Brasil é a capital mundial do protestantismo, seja, pentecostal ou tradicional.

Bibliografia

* MENDONÇA, A. G. e VELASQUE, Filho P. Introdução ao protestantismo no Brasil. São Paulo: Loyola, 1990, p.66.
* VIEIRA, David Gueiros. O protestantismo, a maçonaria e a questão religiosa no Brasil. Brasília: UnB, 1980.
* DE ARAÚJO, João Dias. Inquisição sem fogueiras. Rio de Janeiro: Instituto Superior de Estudos da Religião, 1985, p. 5.

“A Larva e a Borboleta”

Texto crítico sobre o texto “A Larva e a Borboleta” (Notas sobre as [im]possibilidades do Protestantismo no interior da cultura brasileira )
Por: Zwinglio M. Dias




O presente texto tem por objetivo uma reflexão crítica sobre o fenômeno religioso designado protestantismo e, porque não falar sobre o Protestantismo brasileiro; fruto de expedições missionárias cujo objetivo era: trazer salvação aos povos “perdidos” da América Latina.
Parecia ter acabado ter acabado o protestantismo, isso porque, as guitarras e outros instrumentos estavam em evidência, um absurdo pensar assim, mas foi assim que pensaram os antigos sempre tentando manter a tradição, pois acham que a mesma, continha toda verdade.
É preciso aculturar-se, viver o novo, pois só assim aceitaremos o que o mundo contemporâneo tem para nos oferecer.
Gosto quando o autor fala sobre ”a emergência dos movimentos Pentecostais, nos inícios do século XX, caudatários, sem dúvida, de outros movimentos nascidos na Europa e na América do Norte a partir do século XVII, com sua ênfase anti-racionalista e de grande fervor religioso-emocional, ao adaptarem-se ao substrato religioso da cultura latino-americana e, particularmente, da brasileira, trouxeram consigo uma complicação ainda maior. Com isso a expressão “Protestantismo” tornou-se absolutamente insuficiente para caracterizar e enfeixar as multifacetadas variantes das alternativas eclesiológicas cristãs ao Romano Catolicismo em nosso continente”
Aqui deixa claro, que a aculturação se faz necessária neste aspecto aclesiológico, pois, devido às diferenças culturais existentes, percebe-se, claramente, uma diferenciação entre pensamentos americanos e outros, porque não dizer brasileiro.
Gosto também quando o autor fala da refração cultural herdada da América latina em que o protestantismo incorporado pelos americanos assume os valores e as formas culturais próprias do ethos cultural brasileiro.
As três vertentes distinguidas no Brasil para essa manifestação religiosa e, apontadas pelos nossos historiadores mostram que a transformação sócio-econômica e política são as responsáveis por esse fenômeno. São elas: os protestantismos de migração, de missão e movimentos pentecostais.
Logo, é preciso que as estruturas religiosas se transformem. Como a larva da borboleta precisa morrer para que a mesma mostre sua beleza e realeza dando um novo rumo para que a história se refaça. Esse foi o ensino que o mestre nos deixou quando esteve aqui na terra. O olhar de Jesus é um olhar desprendido, os evangelhos nos mostram um Jesus que compreende sua gente, sua cultura. Um Jesus que acredita... Precisamos ter esse olhar. Ver amor onde só há ódio, vida onde a morte esta aparente.

“A França Antártica, Villegagnon e a Reforma”

Resumo crítico sobre o texto “A França Antártica, Villegagnon e a Reforma” de Antônio Luiz Porto e Albuquerque


Em meados do século XVI, os portugueses dominavam o território brasileiro, onde, em alguns litorais era parada obrigatória dos homens que estavam a serviço da coroa lusitana.
Não havia nessa época na França, um projeto de colonolização. Os franceses vinham aqui apenas em busca de bons negócios. A política oscilava e o império colonial incentivou a expedição comandada por Villegagnon, que tinha a ambição de fundar uma colônia francesa no Rio de Janeiro e desafiar, assim, o poderio português. Há 450 anos, em 1555, desembarcava na Baía de Guanabara uma grande expedição francesa, liderada por um homem que, influenciado por Thomas More e grandes intelectuais de seu tempo, ambicionava criar no Rio de Janeiro a sua própria sociedade ideal. Villegagnon um desconhecido, personagem muito interessante. Não um corsário sanguinário como o descreviam os livros de história brasileiros. Mas um homem inteligente, de mente aberta e princípios sólidos, que por algum tempo viveu o sonho de uma sociedade livre sob o sol dos trópicos.
Villegagnon era um homem muito rígido quanto a moral e não queria que seus subordinados tivessem relações sexuais com as índias, o que não conseguiu evitar.
Reflexos materiais dessas influências existem até hoje em vários monumentos arquitetônicos normandos, casas, palácios, igrejas, decorados com relevos em pedra ou madeira. Índios brasileiros que podem ser vistos ainda, esculpidos nas mais diversas situações, nas cidades de Rouen, Honfleur, Saint Valery e Dieppe, entre outras, dão uma idéia da dimensão que o contato entre normandos e índios brasileiros assumiu naquela época.
Alguns índios e índias acabaram se casando com brancos normandos, produzindo descendentes que até hoje moram lá. Em Rouen e Dieppe, no verão, costumava-se organizar festas "brasileiras", uma espécie de carnaval alegre em que boa parte da população se vestia de "índio" e saía pelas ruas a dançar. O pau-brasil foi motor de tudo isso.
Um personagem extraordinário foi o grande arquiteto desse idílio improvável entre os colonizadores franceses e os índios que moravam na região: o almirante Nicolas Durand de Villegagnon, um chefe militar implacável, mas também um humanista amante das belas letras.
A França através de Calvino, parecia estar voltada às idéias religiosas reformistas.
Surgem então, divergências entre Villegagnon e os calvinistas acerca dos sacramentos e de outras questões.
“o reino francês entrou nas lamentáveis guerras de religião, das quais Villegagnon participou tanto pela espada como pela palavra escrita. Lutou nas proximidades de Rouen e de Sens, discutindo com Calvino e seus sucessores. Era do partido da corte e dos Guise, vindo a morrer em 1572 sem chegar a ver a criminosa noite de São Bartolomeu, a 24 de agosto de 1572, quando morreram assassinadas 30 mil pessoas na França29 e mais de 200 dirigentes protestantes apenas em Paris.”
Os calvinistas tiveram uma preocupação em evangelizar os índios, mas, pouco puderam fazer por eles. Léry expressou atitudes contraditórias que provavelmente eram típicas dos seus companheiros: embora interessado na situação espiritual dos indígenas, a relutância dos mesmos em aceitar a fé cristã o levou a concluir que eles talvez estivessem entre os não-eleitos. A França Antártica entrou para a história como a primeira tentativa de se estabelecer uma igreja e um trabalho missionário protestante na América Latina.

COMO INTERPRETAR A BÍBLIA ?

Como interpretar a bíblia e que modificações posso fazer ao interpretá-la?




A princípio precisamos compreender que a Bíblia é a Palavra de Deus escrita para os homens e pelos homens; por esta razão, ela apresenta duas facetas: a divina e a humana. Logo, para poder interpretá-la bem é necessário o reconhecimento da sua face humana, para depois, compreender a sua mensagem divina. Não se pode interpretar a Sagrada Escritura só em nome da ¨mística¨, pois muitas vezes podemos ser levados por idéias religiosas pré-concebidas, ou mesmo podemos cair no subjetivismo. Por outro lado, não se pode querer usar apenas os critérios científicos (lingüística, arqueologia, história, ...); é necessário, após o exame científico do texto, buscar o sentido teológico. A Bíblia não é um livro caído do céu, ela não foi ditada mecanicamente por Deus e escrita pelo autor bíblico (=hagiógrafo), mas é um Livro que passou pela mente de judeus e gregos, numa faixa de tempo que vai do séc. XIV aC. ao século I dC. É por causa disto que é necessário usar uma tradução feita a partir de originais e com seguros critérios científicos. Os escritos bíblicos foram inspirados a certos homens; isto é, o Espírito Santo iluminou a mente do hagiógrafo a fim de que ele, com sua cultura religiosa e profana, pudesse transmitir uma mensagem fiel à vontade de Deus. A Bíblia é portanto um livro humano-divino, todo de Deus e todo do homem, transmite o pensamento de Deus, mas de forma humana. É como o Verbo encarnado, Deus e homem verdadeiro. Todos nós somos dotados de uma capacidade para interpretá-la,, afirmar que algumas pessoas podem interpretar a Bíblia e outras não, é voltar a Idade Média. As Sagradas Escrituras eram objeto de posse da Igreja e somente nela, por intermédio do clero, é que o povo podia ouvir seus ensinamentos. É bom lembrar que os batistas, assim com fez Lutero, defendem o livre exame das Escrituras.
Tem uma poesia, que fiz baseada no pensamento de Sócrates que retrata isso, apesar de sabermos que ele era ateu, em relação ao aprendizado humano ele nos sugere que devemos desenvolver o próprio pensamento.
“ É preciso conservar, refletir e se organizar
Através de sua própria experiência
Desenvolver seu próprio pensamento
Pensamento de tudo que lhe vier à memória
Conhecer-te a si mesmo pra se tornar bem melhor.”

Não acredito que devemos fazer modificações para realizar uma interpretação coerente das escrituras e, sim ler e entender o texto e o contexto para que se chegar o mais próximo daquilo que chamaríamos de “verdade”. Acredito que o contexto cultural em que o intérprete vive, colabora para isso. As “verdades” empíricas se dão pelo fato de vivermos por fé e não por vistas. Em qualquer ocasião teremos uma interpretação diferenciada, cabe, portanto, que o intérprete se deixe usar-se pelo Espírito e, através de pesquisas sobre o estudo feito, permita que o Espírito Santo o ilumine.

ACREDITAR NO IMPOSSÍVEL MESMO QUE ME CHAMEM DE LOUCO.

"Quando a razão se extingue, a loucura é o caminho".
Dom Cappio

Fé loucura para o mundo. Uma loucura que não é a insanidade da razão, mas a saúde espiritual do coração.

Transformação social, por amor a Cristo e ao próximo.

O melhor livro da bíblia para traçar essa missão é de Atos dos Apóstolos, nele fica claro, a missão da igreja que é pregar o evangelho de Cristo, amando uns aos outros como a si mesmo, sem acepção de pessoas, raças, cor e etc. Um evangelho integralizado, de cunho predominantemente teológico, sócio político, visando uma transformação social.
A igreja tem que se livrar do sentimento egocêntrico de que é detentora da verdade e abrir suas portas para o diálogo inter religioso, amar nossos irmãos, mesmo com suas diferenças.
Os fundamentalistas e conservadores travam uma batalha individualista, defendendo pontos de sua relevância pessoal. Sendo assim, o diálogo se torna difícil e, em certo momento, até mesmo impossível.
O meu desejo é ensinar a igreja amar como Cristo amou, integrar como ele integrou, seja por parábolas... sei lá. Ele nos deixou um exemplo maravilhoso de mestre, de pastor... Quem não é contra nós, é por nós... Os discípulos sempre mostraram uma incapacidade de entender o verdadeiro evangelho, mas o Mestre nunca desistiu até que depois de três anos os formou e os enviou para o campo, o livro, de ‘Atos’ nos provam, que esses discípulos, agora apóstolos foram preparados para dar continuidade à obra de Cristo e, a igreja crescia a cada dia.
Acredito que como mestre minha missão é ensinar, capacitar e enviar, traçando assim metas para uma transformação social em cada indivíduo dessa terra.
Pra respaldar isso, o texto nos apresenta o seguinte: “ valorizar a produção teológica contextual, autóctone, mostrando que teologia se faz, não se reproduz. Mostrar que fazer teologia não significa abandonar a fé e a tradição, mas, sim, revitalizar a fé e a tradição a partir da vivência decidida e comprometida do Reino de Deus no tempo e espaço presentes. Mostrar que fazer teologia é parte integrante da vida e missão da Igreja e que sem reflexão teológica bíblica e contextual deixamos de perceber boa parte do que Deus está fazendo e propondo ao seu povo.”
Teologia e evangelização sem o verdadeiro amor ao próximo, sem compreensão das diferenças é vazia .

TEOLOGIA CONTEMPORÂNEA

Teologia qual a sua importância no mundo contemporâneo.





A teologia é o estudo sobre Deus, sobre o criador de todas as coisas e, é através dela que o meio acadêmico procura, baseado em pesquisas, sejam empíricas ou racionais, provar a existência do criador. A Teologia é um serviço em favor da humanidade, na busca de apresentar uma fé para os seres humanos. Todavia, se ela se presta a anunciar uma verdade acerca de Deus e para a glória de Deus, a lógica nos leva a pensar a Teologia como um instrumento de Deus. Como conciliar esse paradoxo?
Zabatiero, em seu texto “Estatuto Acadêmico da Teologia ” nos apresenta, desde o início o elevado déficit de cientificidade em relação à teologia moderna. A academia, devida sua racionalização entra em choque com a teologia, pois, a mesma precisa dos argumentos empíricos, fornecidos pela comunidade cristã. Logo, o autor nos apresenta argumentos, nos quais, descreve a teologia como um saber racional público, eliminando a hipótese de um saber científico ao, mesmo tempo que, discute os conceitos de cientificidade, racionalidade e publicidade.
Os dois últimos séculos têm servido de palcos à “Teologia Contemporânea”, expressão e sistematização dos pensamentos teológicos desenvolvidos principalmente nos séculos, XIX e XX. Esse período é claramente marcado pelo embate entre as teologias conservadora e liberal.
O que ocorre com os que rejeitam esse conceito é que confundem ciência Histórica com ciência experimental. Apesar de que, sempre falamos de experiência de fé no que se refere às questões da Eternidade. Reconhecemos que nem tudo pode ser comprovado mediante uma experiência em laboratório. Aqueles que buscam enquadrar a Teologia nesse paradigma são vítimas de uma certa medida de ignorância acerca do papel fundamental dessa matéria.

Reflexões sobre o brincar

INSTITUTO MULTIDISCIPLINAR
DEPARTAMENTO EDUCAÇÃO E SOCIEDADE/DES
LICENCIATURA EM PEDAGOGIA
DISCIPLINA: EDUCAÇÃO INFANTIL
PROFESSOR DRª. FLÁVIA MOTTA
ALUNO: ABNER LOPES CARDOSO - MATRÍCULA: 2010720510


Reflexões sobre o brincar a partir da atividade em sala e dos textos propostos:

Percebemos que nossas crianças estão brincando menos, e isso, se dá devido à expansão do capitalismo que tem movido o interesse do homem moderno. O mundo contemporâneo afasta nossas crianças das atividades lúdicas propondo aos pais uma ilusão, onde, os quais, preenchem o tempo de seus filhos com atividades extras (inglês, computador, natação entre outras). Entretanto, brincar é um direito da criança e precisa ser resgatado.
A escola, por sua vez, não tem dado muito valor às brincadeiras e aos jogos e, isso, prejudica o desenvolvimento das crianças. As atividades lúdicas são a mola mestra que ajudam na construção do conhecimento, visando uma melhor socialização entre as crianças, produz também, situações em que vivenciam a colaboração, o trabalho em equipe e o respeito, além é claro, de oferecer momentos lúdicos e prazerosos, proporcionando as crianças condições de classificar, ordenar e a resolução de pequenos problemas e que se sintam motivadas a ultrapassar seus próprios limites, pois enquanto brincam , elas estão pensando, criando e desenvolvendo, dentre outros fatores, o pensamento crítico.
O brincar é natural da criança, e é importante que a brincadeira esteja presente na escola desde a educação infantil para que o aluno consiga se expressar através das atividades lúdicas.


A escola tem olhado para as crianças como “um adulto em miniatura”. Essa visão capitalista furta da criança o seu desenvolvimento natural, forçando-a a pular etapas de seu desenvolvimento cognitivo, físico, social e emocional para se tornar um adulto. É através das brincadeiras que a criança desenvolve suas potencialidades; ela compara, analisa, nomeia, mede, associa, calcula, compõe, conceitua e cria, possibilitando o seu crescimento, isto é, de sua inteligência, sua sensibilidade, sua habilidade e criatividade, além é claro, de sua socialização com outras crianças e adultos.
As brincadeiras, os jogos podem transformar o espaço escolar num lugar prazeroso, agradável o que permite que o educador alcance sucesso em sua sala de aula. As brincadeiras devem acompanhar a criança É precisamos acreditar nisso também e proporcionar a liberdade para que isso aconteça satisfatoriamente.

GESTÃO ESCOLAR

Gestão escolar e o trabalho dos educadores: da estreiteza das políticas à complexidade do trabalho humano.
Wanderson Ferreira Alves

Um dos pontos principais encontrados no texto nos mostra a entrevista com a Secretária de Educação do Estado de São Paulo, onde ela fala sobre a implantação de um sistema de bonificação pecuniária para que as escolas progredissem nos indicadores que medem a aprendizagem dos alunos.
Várias críticas surgiram para esse novo sistema, mas a Secretária afirmou que o único empecilho seria o corporativismo sindical. Ao continuar sua entrevista, explica que um grave problema está na formação de professores.
A Secretária de Educação foi substituída pelo ex-ministro da Educação Paulo Renato, em 2009. Ao assumir fez a promessa de manter a política até então adotada. Numa entrevista, afirmou que o problema do ensino em São Paulo seria a formação dos professores, apesar da evolução da rede pública de ensino.
A crítica apresentada neste artigo foi feita àqueles que abraçam as noções de administrar e de trabalhar, como também fazer a verificação dos aspectos que envolvem o trabalho humano. Três exemplos são apresentados sobre o gerir e o trabalhar: Primeiro exemplo: o bancário no estudo de Codo (2004, p. 192-193), O Segundo exemplo: a operária nos estudos de Duraffourg (2007, p. 72), ergonomista, e um Terceiro exemplo: segurança e trabalho nos estudos de Lima (2007, p. 103).
A comprovação de Vigarello nos permitiu perceber as capacidades corporais, como também apreciar as performances. O presente texto trouxe contribuições fundamentais que foram problematizadas, exprimindo nessa trajetória uma maneira de organização da produção. A ergonomia colocou em destaque o saber dos trabalhadores no que se refere ao trabalho humano.
O autor através do exemplo da higiene e segurança no trabalho mostra alguns dos problemas das empresas que são tratados com descaso conforme nos explica Duraffourg.
Uma política educacional que promove a formação dos professores nas escolas deslocando-as das coerções e demandas ligadas às situações de trabalho na escola, se aventura a oferecer como um ponto de vista meramente adaptativo na relação homem-trabalho.
O obstáculo que a gestão enfrenta deriva numa dimensão política. Com esse olhar as questões tratadas se tornam importantes. Os saberes dos trabalhadores e ao que eles movimentam. Canguilhem nos trás reflexões sobre a relação entre o homem e o meio em que trabalha.

CURRICULO CENTRO CULTURAL

INSTITUTO MULTIDISCIPLINAR
DEPARTAMENTO EDUCAÇÃO E SOCIEDADE/DES
Licenciatura em Pedagogia
Disciplina: CURRICULO I
Professor Drº. Patrícia Bastos
Aluno: Abner Lopes Cardoso - matrícula: 2010720510





Avaliação II





Centro Cultural de Japeri, aqui exerço a função de chefe de cultura e professor de violão.
Por meio deste documento, traremos informes sobre o currículo desenvolvido, mas primeiro falaremos do curso Básico de Violão e Canto, que durante o ano de 2011, tivemos 74 alunos, distribuídos nas aulas de terça, quarta e quinta – feira .
A experiência tem sido fantástica, pois trabalhamos com base na teoria de Sócrates, em que o conhecimento está dentro cada um de nós. Portanto, se faz necessário, refletir, organizar os próprios pensamentos e encontrar com a verdade que está dentro de cada um de nós, isto é, um valor prático, funcional, não individualista mas universal. Logo motivamos os alunos a pesquisar e trocar experiências uns com os outros e, assim, obtemos um resultado melhor do que nos anos anteriores.

Quanto aos nossos espaços até que poderiam ser melhores, porém, o usamos satisfatoriamente, adaptando-o à nossas atividades, que são aula de violão, aula de danças, desenhos, braile, inglês, atendimentos de fonoaudiólogo e psicopedagogos, além da biblioteca, usada para pesquisas diversas.
Em relação aos nossos espaços temos uma sala onde funciona a biblioteca, essa sala mede 7 m de comprimento por 5m de largura. Temos banheiros femininos e masculinos, uma cozinha medindo 3m de comprimento por 2,5m de largura. Uma sala de aula medindo 7m de comprimento por 5m de largura, um espaço aberto medindo 8m de comprimento por 5m de largura. O terreno mede 50m de comprimento por 40 de largura.

Descobrindo a Música como Linguagem

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO
INSTI TUTO MULTIDICIPLINAR DE NOVA IGUAÇU
DISCIPLINA: NEPE I
PROF. Dra. ADRIANA CARVALHO
ALUNO: ABNER LOPES CARDOSO – IV PERÍODO - PEDAGOGIA



TEMA





Descobrindo a Música como Linguagem
Ensinar- Aprender é Possível.




Conceituando musica
.

O desenvolvimento intelectual da criança não ocorre por si mesma, ele é fruto da atividade do ser humano com o meio. A música é uma linguagem que se traduz em formas sonoras que são capazes de comunicar sensações, sentimentos, pensamentos, de despertar a criatividade, entre outros.
A música como forma de linguagem auxilia a criança ou o educando no desenvolvimento de suas potencialidades, ajudando-os a usar o próprio corpo como meio de comunicação e expressão. Segundo reflexões retiradas do texto de Tomaz Tadeu, sobre a produção da identidade e da diferença, vemos na música essa possibilidade de forma clara e objetiva. A música é historicamente produzida e carrega os valores e o sentido de determinado grupo social. Seus códigos são universais e têm o poder de levar o indivíduo a entender a diferença. Apesar de percebermos que os conflitos, sejam religiosos ou culturais, ainda, causam uma intolerância entre os que têm como positiva somente a sua identidade, travando uma luta contra a aculturação.
A música como linguagem é muito mais do que apresentá-la como canto ou expressões meramente musicais. É levar o aluno a usá-la livremente em seu dia a dia escolar, cantando, descobrindo ritmos, compassos... Isso, através de jogos musicais, rítmicos, fazendo com que o aluno explore o potencial artístico que dentro de cada um de nós. O que não quer dizer que formará o aluno musicista, mas dará a ele condições de se descobrir artisticamente.




2. Objetivo Geral

• -Desenvolver nas crianças através do fazer musical, a sensibilidade, a percepção, a observação, a criatividade e a auto-estima.
• Cumprir o papel mediador das relações sociais e promover o desenvolvimento afetivo das crianças;


2.1 Objetivos específicos

• - Oportunizar a criança a viver a música, apreciando, cantando, e criando sons;
• - Reconhecer a música como fonte de linguagem.;
• _ Ouvir, perceber e discriminar sons diversos;
• - Brincar com a música;
• - Imitar, inventar e reproduzir criações musicais;
• - Reconhecer no seu corpo e no meio que vive diferentes sons, usando-os como linguagem;



Introdução/Justificativa

A fim de contribuir com o atual debate sobre a Lei 11.769/08, que trata da obrigatoriedade da música, este ensaio apresenta algumas questões iniciais para serem discutidas. Vários movimentos de educadores musicais e de músicos estiveram empenhados nos últimos anos na alteração da LDB para a inclusão obrigatória da música no currículo da educação, esta ação foi articulada nos congressos e encontros regionais e nacionais, e contou com o recolhimento de assinaturas por todo o Brasil. Estas ações acabaram sensibilizando parlamentares e acabou gerando o texto que deu origem ao projeto de lei apresentado e sancionado pelo Congresso Nacional:
“A música é uma prática social, que constitui instância privilegiada de socialização, onde é possível exercitar as capacidades de ouvir, compreender e respeitar o outro. Estudos e pesquisas mostram que a aprendizagem musical contribui para o desenvolvimento cognitivo, psicomotor, emocional e afetivo e, principalmente, para a construção de valores pessoais e sociais de crianças e jovens. A educação musical escolar não visa a formação do músico profissional, mas o acesso à compreensão da diversidade de práticas e de manifestações musicais da nossa cultura, bem como de culturas mais distantes. A música também se constitui em campo específico de atuação profissional. Pelo seu potencial para desenvolver diferentes capacidades mentais, motoras, afetivas, sociais e culturais de crianças, jovens e adultos, a música se configura como veículo privilegiado para se alcançar as finalidades educacionais almejadas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).”
O ano de 2011 é data limite para que toda escola pública e privada do Brasil inclua o ensino de música em sua grade curricular. A exigência surgiu com a lei nº 11.769, sancionada em 18 de agosto de 2008, que determina que a música deve ser conteúdo obrigatório em toda a Educação Básica. "O objetivo não é formar músicos, mas desenvolver a criatividade, a sensibilidade e a integração dos alunos", diz a professora Clélia Craveiro, conselheira da Câmara de Educação Básica do CNE (Conselho Nacional de Educação). Outro aspecto levado em consideração durante o processo avaliativo foi a orientação do RCNEI:
“Deve-se levar em conta que, por um lado, há uma diversidade de respostas possíveis a serem apresentadas pelas crianças, e, por outro, essas respostas estão freqüentemente sujeitas a alterações, tendo em vista não só a forma como as crianças pensam e sentem, mas a natureza do conhecimento musical (RCNEI, vol.3, p.77).”

A LEI NO RIO DE JANEIRO
Não há especificidade para o estado do Rio de Janeiro, regulamentada a Lei Federal 11.769/2008, altera a LDBEN, para dispor sobre a obrigatoriedade do ensino de Música na Educação Básica.
A referida Lei acrescenta um parágrafo, o sexto, ao artigo 26 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, a 9394/96, dizendo que “ A música deverá ser conteúdo obrigatório, mas não exclusivo, do componente curricular” ARTE.
A proposta da inclusão do Canto Coral, como modalidade de ensino de música foi apresentada a titular da Secretaria de Educação Básica do MEC, que sugeriu encaminhá-la as Secretarias Estadual e Municipal de Educação do Rio de Janeiro a fim de ser avaliada a possibilidade de aplicação em escolas públicas municipais e estaduais.
Não fez menção às escolas privadas. A inclusão da Música como conteúdo obrigatório nas matrizes curriculares dos diversos níveis da Educação Básica, merece uma séria reflexão dos educadores.




Metodologia

Os atributos do som podem ser trabalhados por meio de comparação, diferenciando um som agudo de um grave, forte de um fraco, ou longo de um curto. Partindo desses pontos as crianças terão a oportunidade de explorar e expressar a produção do silêncio e de sons como a voz, o corpo, o entorno e materiais sonoros inversos.
É interessante o uso de jogos em situações contextualizadas do ponto de vista musical como forma de linguagem.
O gesto e o movimento corporal estão intimamente ligados e conectados ao fazer musical. Isto implica tanto em gesto como em movimento, pois o corpo traduz em movimento os diferentes sons que percebe.
Podem ser criadas situações a fim de explorar diferentes qualidades sonoras através de jogos de improvisação que levem a criança a reconhecer o timbre de cada som.
Através de canções populares as crianças podem vivenciar contrastes entre altura e intensidade dos sons, ritmos e também
do silêncio.
Deverão ser propostos também, sons que estimulem a memória auditiva e musical, assim como a percepção da direção do som no espaço.
Importa-se que o fazer musical seja trabalhado em situações expressivas e significativas para as crianças, tendo-se o cuidado fundamental de não tomá-lo como fim e sim, como forma valiosa e importante de linguagem.



Bibliografia

- Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).”;
- Texto de Tomaz Tadeu;

- RCNEI, vol.3, p.77 ;