sábado, 10 de novembro de 2012

ANALISANDO O FILME “ UM PASSO PARA A LIBERDADE” E O TEXTO CONSCIENTIZAÇÃO DE PAULO FREIRE.

A visão do mundo apresentada no texto “ Alfabetização e Conscientização” e, vivenciada através do filme “ Um passo para a liberdade ”, nos transporta a importantes reflexões em relação a realidade da EDUCAÇÃO nos dias de hoje. “ [... ] a educação como prática da liberdade, é um ato de conhecimento, uma aproximação crítica da realidade. ” ( 2005 p,29) Ainda, segundo o texto, os homens são capazes de agir conscientemente sobre a realidade objetivada. O filme, nos mostra claramente isso, pois, na época da escravidão, uma menina negra, conhece um homem negro, escravo, que é vendido, justamente, para a fazenda onde ela morava. Esse homem, conhecedor das "letras" passa a oferecer esse conhecimento para todos os outros negros. Mas, todos recusam, pois sabiam das consequências que tal atitude traria para suas vidas (castigo por parte dos brancos). Então a menina escondida a pede para Night John ensiná-la. Ele a ensina e, quando os homens brancos descobrem que John, estava conscientizando a menina através do ensino das letras, cortam o dedo do negro, pois esse era o castigo para quem aprendesse a ler, mas isso não tira a sua liberdade mental. A menina já adolescente se alfabetiza e salva, através do seu conhecimento todos os outros negros. Que história fantástica ! Que lição de vida ! O texto conscientização de Paulo Freire nos mostra que a conscientização não está baseada sobre a consciência, de um lado e o mundo de outro, ou seja, separados. Está baseada na relação consciência-mundo. O que ainda, segundo o texto, nos convida a assumir uma posição utópica frente ao mundo, posição esta que converte o conscientizado em fator utópico. O que para Freire, não é o irrealizável ou meramente um idealismo. É a dialetização dos atos de denunciar e anunciar a estrutura desumanizante e anunciar a estrutura humanizante. O que torna a utopia, um compromisso histórico. “ [...] é inserção crítica na história, implica que os homens assumam o papel de sujeitos que fazem e refazem o mundo. Exige que os homens criem sua existência com um material que a vida lhes oferece... .” (2005, 30) O tempo que se denomina, tempo histórico, é aquele que está entre o anteprojeto e o momento da realização ou da concretização. O que criamos com nossas próprias mãos e devemos fazer é, o tempo das transformações e, isso, nós devemos realizar. Esse é o compromisso histórico de cada um de nós. O conhecimento crítico exigido da utopia, nos torna profetas, por nos fazer acreditar e ter esperança que o que elaboramos em nossa consciência se tornará realidade mesmo que não possamos ver com os nossos próprios olhos. “ [...] a conscientização é o olhar mais crítico possível da realidade, que des-vela para conhecê-la e para conhecer os mitos que enganam e que ajudam a manter a realidade da estrutura dominante.” ( 2005, p33) Sendo assim, o homem cria e recria sua própria história, pois ao refletir sobre o contexto vivido e criticamente estabelecer relações com esse mundo através da conscientização, passa a ter respostas concretas aos seus desafios e se torna o criador de cultura, ou seja, da sua própria cultura. Bibliografia Conscientização: teoria e prática da libertação: uma introdução ao pensamento de Paulo Freire/ Paulo Freire - 3 ed. – São Paulo: Centauro – 2005 FILME: UM PASSO PARA A LIBERDADE

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

alma de artista

Alma de Artista
Texto escrito por: Abner Lopes 30.01.2012

É hora de despertar o artista que está dentro cada um de nós e, encorajá-lo a entrar no seu próprio mundo, seja o virtual ou real.
Devemos emancipar nossas forças artísticas visionárias com nossos poderes empíricos de divisão e dedução.
O artista deve pintar, esculpir, escrever, representar, sei lá... Isso digo, não só para a atual geração, mas para as que ainda estão por nascer.
Dizem os sábios, um bom artista está a cinqüenta ou cem anos à frente de seu tempo; com sua sensibilidade, descreve o que se encontra além do horizonte no mundo futuro. O artista de qualquer época deve descrever o que para muitos no presente não passa de uma semente a germinar.
A sensibilidade do artista é o que faz com que se dê vida àquilo que aparentemente esta morto. Do nada cria-se, um mundo de opções. Sempre há uma esperança. Nada está perdido. Nada é lixo a não ser o orgulho que está dentro daqueles que são incapazes de enxergar o artista dentro de si mesmo.

EDUCAÇÃO TEM NOME
CULTURA TAMBÉM
PROFESSOR

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

A teologia dos sinóticos e seus aspectos

Análise crítica dos textos:
_Aspectos da Teologia dos Sinóticos
(JEREMIAS, Joachim. Teologia do Novo Testamento.
São Paulo: Teológica & Paulus, 2004, p. 269-276)
_Aspectos da Teologia dos Escritos Joaninos
(MORRIS, Leon. Teologia do Novo Testamento.
São Paulo: Vida Nova, 2003, p. 297-300.)
_Aspectos da Cristologia Paulina
Júlio Paulo Tavares Zabatiero

Analisando a teologia dos sinóticos e seus aspectos, podemos dizer que essa teologia peculiarmente trata do Reino de Deus. . O Reino gera a Igreja. O domínio dinâmico de Deus, presente na missão de Jesus, desafiando os homens a manifestarem uma resposta positiva, introduzindo-os em um novo grupo de comunhão, os que conhecem o Filho e o Pai.
A presença do Reino significou o cumprimento da esperança messiânica do Novo Testamento que fora prometida a Israel, mas quando Israel como um todo rejeitou a oferta, os que a aceitaram foram constituídos como novo povo de Deus, os filhos do Reino, o verdadeiro Israel, a Igreja incipiente. Logo, a igreja nada mais é, senão o resultado da vinda do Reino de Deus ao mundo por intermédio da missão de Jesus, o Filho de Deus que fora enviado pelo Pai com uma tarefa especial.
O texto, “ Aspectos da Teologia dos Sinóticos” de Jeremias Joachim (2004), nos apresenta a paternidade de Deus em relação aos seres humanos, mostrando-nos que essa paternidade, diferencia-se da tradição hebraica onde, tradicionalmente, dizia-se que o povo de Israel era filho de Deus. Já na pregação de Jesus Deus é apresentado como o Pai de todos os que crêem no evangelho, segundo o texto, mais tarde a igreja traduz que Ele é Pai de todos os que acreditam em Jesus como o primogênito Filho de Jave. Se observarmos, cautelosamente, veremos que para os sinóticos a divindade de Jesus vai se revelando aos poucos. Isto é, através da própria fala de Jesus e demonstração de que Ele é o Filho de Deus e que todos nos tornamos filhos ao crermos no Filho.
No texto “Aspectos da teologia dos Escritos Joaninos” de Leon Morris (2003), é enfocada a paternidade de Deus em relação a Jesus. João leva a igreja a refletir e a falar de Deus como Pai. Outra citação interessante é quando o autor diz que é no envio do Filho e no que Deus fez por meio do Filho que vemos o que significa o fato de Deus ser pai. Jesus mesmo em forma humana, nunca agiu independente do Pai. Deus estava presente em todas as ações do Filho. Por isso, Jesus falava que quem conhecesse o filho conhecia o Pai, pois, Ele e o Pai eram um só (8:19; 14:7; 16:3; 10:38).
Este Evangelho propõe-se confirmar na fé em Jesus, como Messias e Filho de Deus (20,30-31). Destina-se aos cristãos, na sua maioria vindos do paganismo (pois explica as palavras e costumes hebraicos), mas também em parte vindos do judaísmo, com dificuldades acerca da condição divina de Jesus e com apego exagerado às instituições religiosas judaicas que se apresentam como superadas (1,26-27; 2,19-22; 7,37-39; 19,36). Por outro lado, é um premente apelo à unidade (10,16; 11,52; 17,21-24; 19,23) e ao amor fraterno entre todos os fiéis (13,13.15.31-35; 15,12-13).
Além destes temas fundamentais da fé e do amor, João contém a revelação mais completa dos mistérios da Santíssima Trindade e da Encarnação do Verbo, o Filho no seio do Pai, o Filho Unigênito, que nos torna filhos (adotivos) de Deus, a doutrina sobre a Igreja (10,1-18) e outros.
Zabatiero, em seu texto “Aspectos da Cristologia Paulina”, trata o hino cristológico como um dos mais belos e complexos escritos paulinos, o que também concordo.
A Cristologia Paulina sempre impactou na história. Por isso mesmo, ela é central, até mesmo eclipsando outras cristologias no Novo Testamento. É complexa, desafiando a todo tipo de trabalho que tenta fazer um seu sumário. Suas partes não facilitam esta possível pretendida síntese. Para se compreender isso se diz que a Cristologia Paulina é fundamentada na história sagrada de Cristo que, por sua vez, tem suas raízes na história de Israel, como configuração da história de toda a raça humana.

“Hermenêutica ecológica de textos bíblicos”

Resumo do texto “Hermenêutica ecológica de textos bíblicos” de Haroldo Reimer.




Acredito que esta reflexão se propõe a tratar algumas considerações importantes a respeito da busca de uma hermenêutica que se dê conta da questão ecológica na leitura bíblica atual.
Se faz, necessário, levar em conta que o tema ecologia é marcante nos debates atuais, sendo assim, a teologia cristã teve que buscar respostas. Sua contribuição para as causas da crise da relação ser humano-natureza, são significativas, por um lado, e, ao mesmo tempo, repensam seus dogmas dentro da perspectiva da crise ecológica.
Gosto do argumento de Haroldo Reimer quando ele coloca : “ A tese básica é a de que a leitura de textos bíblicos em perspectiva ecológica não é um modismo na atualidade, mas está assentada na perspectiva de textos desta obra canônica.”
Para realizar uma leitura bíblica, seja “popular” ou acadêmica, haverá sempre uma discussão sobre como encontrar e resgatar características da fé bíblica que ressaltam uma relação mais harmoniosa entre as criaturas humanas e a criação como um todo.
A preocupação com a destruição ambiental e a consequente ameaça às diversas formas de vida no planeta Terra, principalmente do ser humano, tem sido motivo de inúmeros encontros, seminários para se discutir o futuro da Terra. E, isso o autor coloca com propriedade em seu texto.
Uma das conclusões que podemos chegar por meio do mútuo diálogo/influência entre teologia da criação e hermenêutica bíblica é que tende-se a relativizar a idéia de poder e dominação nas narrativas de criação bíblicas. A perspectiva de co-criador e cuidador da natureza como criação é pressuposto básico de uma leitura ecológica da Bíblia para o papel do ser humano. Investigar e desvendar os meandros de noções presentes em textos bíblicos que nos encaminham a uma leitura de superioridade e de instrumentalização da natureza e de seus recursos.
O mandato de domínio, em Gn 1.26-28 trata de uma “interpolação secundária”. Ou seja, a noção original de um paraíso que abrigava harmoniosamente todos os seres no relato de Gn 1 foi perturbado com a introdução, por parte de copistas, de referências a subjugação da criação por parte do ser humano no texto de Sl 8.6-9. No entanto, esta interpretação por mais plausível que seja, não explica suficientemente a complexidade de sentido expresso no texto lido atualmente. Em função da percepção do acúmulo de apropriações de sentido dadas ao texto na tradição judaica e cristã, e levando-se em conta os relatos da criação no conjunto do Antigo Testamento, logra-se êxito em afirmar que a idéia de poder-dominação provém da apropriação de sentido posterior à origem do texto, proveniente de várias influências ideológicas do Antigo Oriente.
Embora isso possa parecer nos levar à relativização dos textos, é importante ressaltar que justamente por causa desta interpretação se entende que em ambos os relatos de Gênesis fica evidente que os humanos não podem fugir de sua situação como criatura e seu destino, portanto, está ligado ao destino da criação. Esta tese converge diretamente com a noção de ecologia social: as complexas relações ecológicas dos seres humanos ao longo da história contêm mecanismos de aprendizagem, que continuam a operar ainda hoje. Por isso, a cultura e o conhecimento humano se inserem num processo evolutivo que tem uma raiz biológica/da e na natureza.
Para tanto, a interpretação bíblica precisou e precisa ressignificar seus pressupostos hermenêuticos.
Gosto muito do que o texto nos apresenta em relação a tradição legislativa de Israel, a qual está codificada na Torá podendo ser encontrado no livro de Deuteronômio uma série de textos que podem ser criativamente relidos em perspectiva ecológica.


É o caso de Dt 22:6-7, que prescreve a forma que deveriam lidar com os pássaros e ninhos de aves. O de Dt 23:13-15, no qual há uma recomendação de higiene e saneamento básico, e o de Dt 20:19-20, que semelhantemente, também encontramos ordens claras para que se evitasse o desmatamento, algo que temos visto acontecer muito em nossos dias.
Para concluir quero citar a conclusão do texto de Reimer. “A Bíblia como livro tem suas intencionalidades enquanto obra, e a dimensão ecológica pode não constituir o seu centro. Ainda assim, enquanto livro de textos fundantes das tradições judaico cristãs é importante ler estes textos na consciência do “caminho mental” que busca ressaltar mais a dimensão holística e superar as fragmentariedades do viver. A perspectiva ecológica deve ter presença assegurada na leitura da Bíblia, buscando sempre uma integração entre o grito dos pobres e os gemidos da criação.”

O papel da igreja evangélica no Brasil

Opinião própria sobre o papel da igreja evangélica no Brasil e os caminhos que ela deve seguir no futuro próximo, a fim de ser cada vez mais relevante e fiel ao Evangelho.



Olhando para a história da igreja podemos perceber que os acontecimentos que temos presenciado nos dias atuais, não diferem do passado, no que diz respeito à irrelevância da igreja na sociedade e do descrédito que sua mensagem tem nos causado. O interesse pessoal, o egoísmo de seus líderes faz do evangelho de Cristo um evangelho vazio, sem a verdadeira função outorgada por Jesus, que é amar ao próximo, ajudar e salvar os que estão perdidos.
Nessa perspectiva sobre o papel da igreja evangélica no Brasil e os caminhos que ela deve seguir no futuro próximo, a fim de ser cada vez mais relevante e fiel ao Evangelho. Se faz necessário uma reforma, levando uma mensagem que resgate o que Cristo deixou aos primeiros cristãos atraindo a multidão para viver o milagre, independente, dos dízimos, ofertas ou templos suntuosos. A igreja tem avançado no sentido geográfico, mas o evangelho tem perdido a verdadeira essência. Há uma divisão entre as instituições igrejas, estado e as ciências, o que tem colocado o ser humano na busca do saber, desmistificando o sacerdócio e quebrando o supersticismo.
Hoje, com o avanço tecnológico todos temos acesso às informações que nos era privada. Portanto, não é a instituição, não são os dogmas, nem os rituais, não são os clérigos, não é dominação, e nem o medo do místico, mas a mensagem da Graça a mensagem da Cruz é a resposta para mundo. Não é o modelo específico de igreja, mas o principio, o verdadeiro evangelho deixado e ensinado pelo mestre dos mestres, Jesus.

A Modernidade e a identidade do Protestantismo

À luz do texto-base apresente a sua própria opinião a respeito da relação entre a Modernidade e a identidade do Protestantismo, com destaque para a igreja no Brasil.




Começaremos nossa reflexão a partir de Antônio Gouvêa Mendonça, que cunhou o termo “protestantismos”. “Ao contrário da tradição católica, o protestantismo que surgiu da Reforma do século XVI foi muito mais longe na variedade de tendências e instituições que gerou, e desde cedo revelou-se incapaz de conservar-se unido(...) .
O protestantismo inseriu-se no Brasil no começo do século XIX. Seu primeiro impulso foi basicamente de natureza imigratória e decorreu da abertura dos portos brasileiros ao comércio inglês (1810) e do incentivo governamental à imigração européia, particularmente alemã, poucos anos depois. Todavia, a população brasileira só foi diretamente afetada pela presença de cristãos não-católicos quando começaram a chegar ao Brasil, nos anos 1850, os primeiros missionários protestantes que vieram com a finalidade explícita de propagar sua fé. Esse impulso deu origem ao chamado “protestantismo de missão”. Através dele instalaram-se no Brasil a Igreja Congregacional, a Presbiteriana, a Metodista, a Batista e a Episcopal.
Direta ou indiretamente, as Igrejas brasileiras, ao menos de origem missionária, alimentam-se das idéias da cultura religiosa norte-americana. Como nem sempre as Igrejas norte-americanas são fiéis ao antigo ideário dos fundadores da sua nação, há choques e atritos que se propagam como em ondas até as Igrejas brasileiras. Esse fator é um dos pontos importantes para se compreender o comportamento das Igrejas brasileiras em relação à sociedade civil, já que elas tendem, talvez por serem minoritárias e, portanto, sujeitas ao esforço constante de sua auto-afirmação, a acompanhar as ondas do conservadorismo das Igrejas norte-americanas. É por isso que há um visível descompasso com a sociedade, descompasso que é historicamente explicável: no momento em que o protestantismo foi inserido na sociedade brasileira, esta se encontrava num estágio de desenvolvimento significativamente anterior à sociedade norte-americana; por isso o protestantismo foi recebido como vanguarda do progresso e da modernidade. Mendonça ainda nos fala de um fator crucial: O protestantismo missionário brasileiro não veio do continente europeu, mas dos Estados Unidos, cujo protestantismo tinha raízes na Reforma Inglesa. Talvez seja por isso que o protestantismo que chegou ao Brasil tenha tido intenções fortemente pragmáticas: pretendia ser elemento transformador da sociedade através da transformação dos indivíduos. Embora o pragmatismo caracterize o protestantismo no Brasil, esse protestantismo está ligado, na medida em que se expressa através de Igrejas, à Reforma do século XVI.
O Brasil é a capital mundial do protestantismo, seja, pentecostal ou tradicional.

Bibliografia

* MENDONÇA, A. G. e VELASQUE, Filho P. Introdução ao protestantismo no Brasil. São Paulo: Loyola, 1990, p.66.
* VIEIRA, David Gueiros. O protestantismo, a maçonaria e a questão religiosa no Brasil. Brasília: UnB, 1980.
* DE ARAÚJO, João Dias. Inquisição sem fogueiras. Rio de Janeiro: Instituto Superior de Estudos da Religião, 1985, p. 5.

“A Larva e a Borboleta”

Texto crítico sobre o texto “A Larva e a Borboleta” (Notas sobre as [im]possibilidades do Protestantismo no interior da cultura brasileira )
Por: Zwinglio M. Dias




O presente texto tem por objetivo uma reflexão crítica sobre o fenômeno religioso designado protestantismo e, porque não falar sobre o Protestantismo brasileiro; fruto de expedições missionárias cujo objetivo era: trazer salvação aos povos “perdidos” da América Latina.
Parecia ter acabado ter acabado o protestantismo, isso porque, as guitarras e outros instrumentos estavam em evidência, um absurdo pensar assim, mas foi assim que pensaram os antigos sempre tentando manter a tradição, pois acham que a mesma, continha toda verdade.
É preciso aculturar-se, viver o novo, pois só assim aceitaremos o que o mundo contemporâneo tem para nos oferecer.
Gosto quando o autor fala sobre ”a emergência dos movimentos Pentecostais, nos inícios do século XX, caudatários, sem dúvida, de outros movimentos nascidos na Europa e na América do Norte a partir do século XVII, com sua ênfase anti-racionalista e de grande fervor religioso-emocional, ao adaptarem-se ao substrato religioso da cultura latino-americana e, particularmente, da brasileira, trouxeram consigo uma complicação ainda maior. Com isso a expressão “Protestantismo” tornou-se absolutamente insuficiente para caracterizar e enfeixar as multifacetadas variantes das alternativas eclesiológicas cristãs ao Romano Catolicismo em nosso continente”
Aqui deixa claro, que a aculturação se faz necessária neste aspecto aclesiológico, pois, devido às diferenças culturais existentes, percebe-se, claramente, uma diferenciação entre pensamentos americanos e outros, porque não dizer brasileiro.
Gosto também quando o autor fala da refração cultural herdada da América latina em que o protestantismo incorporado pelos americanos assume os valores e as formas culturais próprias do ethos cultural brasileiro.
As três vertentes distinguidas no Brasil para essa manifestação religiosa e, apontadas pelos nossos historiadores mostram que a transformação sócio-econômica e política são as responsáveis por esse fenômeno. São elas: os protestantismos de migração, de missão e movimentos pentecostais.
Logo, é preciso que as estruturas religiosas se transformem. Como a larva da borboleta precisa morrer para que a mesma mostre sua beleza e realeza dando um novo rumo para que a história se refaça. Esse foi o ensino que o mestre nos deixou quando esteve aqui na terra. O olhar de Jesus é um olhar desprendido, os evangelhos nos mostram um Jesus que compreende sua gente, sua cultura. Um Jesus que acredita... Precisamos ter esse olhar. Ver amor onde só há ódio, vida onde a morte esta aparente.