sexta-feira, 1 de julho de 2011

Sintetizando o texto Menores e Crianças.

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO
INSTI TUTO MULTIDICIPLINAR DE NOVA IGUAÇU
DISCIPLINA: POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A INFÂNCIA E A JUVENTUDE
PROF. Dra. FLÁVIA MOTTA
ALUNO: ABNER LOPES CARDOSO – III PERÍODO - PEDAGOGIA




Sintetizando o texto Menores e Crianças.


O texto Menores e Crianças nos dá uma visão globalizada da situação de nossas crianças e adolescentes pois as políticas públicas que eram pra ser em defesa à infância são políticas que pouco fazem para mudar a situação.
Os discursos em relação aos programas sociais para as crianças e adolescentes são baseados em um discurso negativo, onde o protagonista ou idealizadores não procuram dar sustentabilidade ao sujeito e sim fazê-lo dependente.
Esses programas reproduzem aquilo que queriam erradicar e não deixa que o indivíduo se construa como sujeito.
A sociedade aceita a proposta da rede solidária mas se incomoda em conviver com a diferença. Logo, essa proposta é politicamente correta mas se dilui diante das manifestações e ansiedades humanas.
A lei de proteção à infância aponta obrigações e responsabilidades mas seus idealizadores não se propõem a debater, discutir e reavaliar seus conceitos junto a família colocando-a como sujeito.
Como coloco no texto sintetizado por mim, refletindo, Crianças Invisíveis e os filmes assistidos na sala de aula .
“A etapa histórica em que estamos vivendo, marcada pelo avanço tecnológico-científico e por mudanças ético-sociais, apresenta os requisitos necessários para que, finalmente, a educação infantil dê um salto no sentido de compreender a criança como sujeito social e, portanto, um sujeito com direitos.” Basta no entanto, que nossas autoridades reflitam para onde estamos indo e como chegaremos, caso nada seja feito na realização dessas “Políticas Públicas” em relação as nossas crianças. Pois ao olhar para elas, eles as veem, simplesmente como crianças abandonadas, delinqüentes, o que as torna caso de policia.
A educação, nesse caso tem o foco de moldar para o trabalho. Logo o que tem contribuído para a construção sociabilizada dos nossos menores e crianças, é com certeza, a educação que surge como ponte, tendo função primária na busca para propor soluções inteligentes para resolver o problemas relacionados aos menores.

Arte e Educação

DISCIPLINA: ARTE E EDUCAÇÃO
PROF. Dr. RENATO NOGUEIRA JUNIOR
ALUNO: ABNER LOPES CARDOSO – III PERÍODO - PEDAGOGIA



Como o curso, em especial a disciplina Arte e Educação tem contribuído com a sua formação e o seu cotidiano no local de trabalho ?





O curso de pedagogia tem sido de suma importância para a minha formação acadêmica, pois os textos lidos e os pensamentos filosóficos contidos neles, me fazem refletir, de forma, construtiva e crítica, minhas ações pedagógicas junto aos meus alunos, outros professores ou funcionários da escola.
A disciplina Arte e Educação, já fazia parte da minha ação pedagógica pois antes de ser professor já trabalhava com arte na escola, isto é, como animador cultural. O qual tem a função de integrar a educação através de uma linguagem artística e inseri-la no cotidiano da escola.
A arte consiste numa forma de conhecimento subjetiva, não propõe “a ser a verdade”, mas constrói junto ao sujeito representações da realidade e afirmações inexatas.
A arte não apresenta discursos fechados e definidos em relação a realidade mas formula, de forma, diferenciada opiniões diversas para que se chegue a verdade pesquisada. Convoca os sujeitos e , com o uso da imaginação produz diferentes imagens, com as quais, se chega a diferentes representações daquilo que lhes é apresentado. Barilli ( 1994 : 45-50 ) afirma que a experiência estética produzida pela arte pode se dar em outros campos. Logo, os processos de conhecimento transmitidos pela arte através das manifestações artísticas são apresentadas aos sujeitos enquanto “coisas”e, na relação com os objetos e produtos artísticos, cada sujeito elabora sua própria interpretação do conhecimento que lhe foi apresentado.
Portanto, acredito que a disciplina Arte e Educação tem uma participação ativa no processo pedagógico, mesmo, sabendo que nem todos os indivíduos inseridos nesse processo se consideram artistas. Porém, dentro de cada um de nós há um artista a ser despertado. E, isso, a disciplina faz com excelência .

A Prática Etnográfica e o Campo da Educação

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO
INSTI TUTO MULTIDICIPLINAR DE NOVA IGUAÇU
DISCIPLINA: ANTROPOLOGIA E EDUCAÇÃO
PROF. Dra. MIRIAN DE OLIVEIRA SANTOS
ALUNO: ABNER LOPES CARDOSO – III PERÍODO - PEDAGOGIA


Resumo do texto



A partir do texto, “A Prática Etnográfica e o Campo da Educação”, pudemos observar que os conceitos antropológicos aprendidos são os norteadores da nossa pesquisa. Para tanto, as noções de que as características culturais dentro de um mesmo recinto, podem variar, inviabilizando as pesquisas, tanto na esfera educacional quanto numa esfera mais ampla.
A ausência de uma descrição densa, com exames e questionamentos mais profundos é um dos fatores que contribuem para essa inviabilização, junto com a falta de clareza do papel da teoria na pesquisa educacional etnográfica. Com isso, torna-se necessário um olhar antropológico para o pesquisador da área educacional, “ porque com ele, por ele e por meio dele é que as dificuldades serão superadas.” E é através dessa superação que ocorre a aliança da educação com a antropologia.
Precisamos estudar a comunidade e não a escola simplesmente, pois se faz necessário, entender que as pessoas envolvidas nesse processo são diferentes, tanto alunos como professores.
Para se ter uma descrição densa é preciso ir mais fundo no que queremos descrever. Bom o que está acontecendo, qual é a dinâmica do acontecimento local?
Não podemos ver as coisas como todas as outras pessoas veem, temos que ter um olhar de pesquisador.
Não da pra trazer etnografia sem a teoria, é preciso observar a prática inserindo nela uma linha teórica, isso para embasar essa pesquisa, dando uma sustentação teórica, tornando-a uma pesquisa que podemos dizer séria.
A etnografia é a base. É a partir dela que criamos o que podemos chamar de base para se chegar ao queremos confrontar com as teorias existentes.
Para se fazer uma pesquisa, se faz necessário, a princípio, um questionário com as questões referentes ao tema e assim, teremos material empírico para dar início a nossa pesquisa e embasá-la às teorias existes e confrontá-las se for necessário.

O EVANGELHO E A ACULTURAÇÃO.

EVANGELHO E ACULTURAÇÃO.




ACHO DE SUMA IMPORTÂNCIA A CONTEXTUALIZAÇÃO CULTURAL EM RELAÇÃO A EVANGELIZAÇÃO DE UM POVO, PORÉM O EVANGÉLHO QUE PREGAMOS, É O EVANGELHO DE CRISTO E ELE MESMO NOS DEIXOU O EXEMPLO DE CONTEXTUALIZAÇÃO, PORÉM, PREGOU SUA MENSAGEM COMO VERDADE ABSOLUTA, NÃO CEDENDO A NENHUMA CULTURA E, SIM FAZENDO COM QUE AS PESSOAS EVANGELIZADAS MUDASSEM E SE ADAPTASSEM A MENSAGEM PREGADA.

O APÓSTOLO PAULO NOS ENSINA QUE AS VEZES TEMOS QUE FINGIR QUE SOMOS LOUCOS PARA GANHAR OS LOUCOS... DANIEL E SEUS AMIGOS TIVERAM SEUS NOMES MUDADOS... MAS NÃO SE CONTAMINARAM COM A CULTURA DA BABILÔNIA.

NÃO TEMOS QUE TEMER A CONTEXTUALIZAÇÃO E, SIM TER CERTEZA DO QUE SOMOS EM CRISTO.

A CULTURA SERÁ SEMPRE DIFERENTE MAS O EVANGELHO DE CRISTO SERÁ SEMPRE O MESMO. O EVANGÉLHO DE CRISTO NÃO SOFRE ACULTURAÇÃO.

PRECISAMOS ENTRAR NO TERRENO DO INIMIGO E TOMAR TUDO QUE ELE NOS ROUBOU. FOI DEUS QUEM CRIOU TODAS AS COISAS E NÃO O DIABO.
NO CASO DA MÚSICA, POR EX: PODEMOS USAR QUALQUER UMA, DESDE QUE A LETRA LEVE O MAIS IMPORTANTE, A MENSAGEM DE CRISTO

Evangelho e Cultura

Evangelho e Cultura




Quero começar esse texto, definindo três conceitos de missões:
• Fundamentalismo missiológico: Rejeita a cultura, demonizando-a e se fechando para aquilo que ela pode oferecer.
• Liberalismo missiológico: Absorve a cultura, mesmo em seus aspectos negativos, culminando em paganizarão da fé
• Evangelismo missional: Dialoga com a cultura absorvendo e respeitando os valores que servem ao evangelho, ao mesmo tempo em que rejeita aquelas noções, muitas vezes tidas como culturais, que estão em oposição ao evangelho de Cristo.
Logo, se faz necessário adaptar-se a cultura local para evangelizar os que estão ao redor, Paulo diz que é preciso fazer-se de louco para ganhar os loucos... isso quer dizer que precisamos dialogar com a cultura daquele que queremos evangelizar, só assim alcançaremos a meta estabelecida para essa evangelização. Não podemos demonizar a cultura de um povo, os seus costumes, o diálogo é de suma importância pois só assim o processo de aculturação se dará de forma satisfatória e inteligente . Em Atos 17, o apostolo Paulo fez um célebre discurso no areópago de Atenas. Ao discursar, estava cercado pela elite intelectual da época e se dirige a ela inteligentemente, contextualizando com a cultura local, citando os filósofos, poetas gregos e ao mesmo tempo, levava aos seus ouvintes uma mensagem de arrependimento. Ao mencionar a ressurreição de Cristo, muitos se escandalizaram e até se foram, mas a palavra nunca volta vazia. Dionísio e alguns dos que estavam presentes se converteram ao cristianismo naquele dia. Paulo foi sábio porque soube usar a cultura em seu benefício.
Construir pontes culturais em um ambiente cultural diversificado é importante para que evangelho e cultura caminhem juntos, mesmo que, não concordem em alguns pontos.
O diálogo nos proporciona escolher, adaptar, sem fugir de nossas origens ou raízes culturais. Este é o processo de aculturação natural de um povo.
Paulo diz: tudo me é lícito mas nem tudo me convêm. Não adianta querermos implantar o fundamentalismo missiológico, ou seja, impor padrões de vestimentas, como por exemplo, as vestimentas européias aos habitantes de paises tropicais ou vice versa; músicas eruditas em um contexto popular. Também não podemos cair no erro do liberalismo missiológico que coloca a cultura acima de Cristo ou do evangelho.
Os movimentos neopentencostais por exemplo, contextualizam com a cultura capitalista. Os neoliberais tratam questões como aborto e homossexualismo como demandas culturais comuns, sem tratá-las como práticas pecaminosas. Precisamos repensar essa evangelização criticamente.
No fundamentalismo missiológico, a cultura é totalmente ignorada; no liberalismo cultural ela é endeusada e sobreposta ao evangelho. “Já o cristianismo missional conversa com as diferentes culturas usando-as como ferramenta de contextualização, ao mesmo tempo em que rejeita valores culturais que se opõem a mensagem cristocêntrica.”
O evangelismo missional dialoga com a cultura, e não ignora o fato dessa cultura estar manchada pelo pecado. Assim, o indivíduo envolvido nessa cultura reconhece que nem tudo que é tido pelo homem moderno como valor cultural é aceitável diante de Deus. Esse é o processo de aculturação inteligente, onde o indivíduo ao ter contato com outra cultura absorve parte da mesma adaptando-a a sua cultura.

Religião e Cultura




A Cultura e a Igreja



A cultura é, com certeza, um assunto que pouco interessa a igreja, isso por se tratar de algo alheio ao objetivo da missão. Ela tem, sido encarada como algo supérfluo, mesmo no meio secular. Os políticos ou governantes não dão a importância devida, por parecer que a mesma não traz algum tipo de “lucro”, isto é, imediato. Uma ignorância gigantesca, pois através da cultura o povo melhora sua alto estima e produz melhor. A partir desse pensamento, têm se criado uma espécie de sub-cultura industrializada com a intenção de suprir a necessidade de entretenimento da população, com isso, gera-se uma sociedade totalmente alienada. Um outro fator agravante nesse sentido, isto é, o desprezo à cultura pela igreja se dá no fato dela demonizar ou sacralizar, certos tipos de manifestações culturais, onde confunde-se expressões artísticas ou costumes, com expressões, meramente religiosas.
Ao analisar um trecho da carta de um cristão da Igreja primitiva endereçada a um certo Diogneto e um trecho da Apologética de Tertuliano, pode-se observar a importância da cultura para a missão da Igreja. A carta parece ter sido escrito em Alexandria, por volta do ano 200. O autor faz uma vibrante apologia do cristianismo para seu destinatário pagão:
Os cristãos não se distinguem dos outros homens nem pelo país, nem pela linguagem, nem pelo vestuário. Eles não habitam cidades que lhes sejam específicas, não fazem uso de um dialeto extraordinário e seu modo de vida nada tem de singular [...] Eles se distribuem pelas cidades gregas e bárbaras, aceitando a parte que lhes cabe; amoldam-se aos usos locais no que se refere às vestes, à alimentação e à maneira de viver, embora manifestem as leis extraordinárias e verdadeiramente paradoxais de sua república espiritual [...]
A Apologética de tertuliano foi escrita por volta do ano 197dC: [...] Vivemos convosco, temos o mesmo alimento, as mesmas vestes, o mesmo tipo de vida que vós, estamos submetidos às mesmas necessidades da existência. Não somos brâmanes ou faquires da Índia, habitantes de florestas ou exilados da vida [...] Freqüentamos vosso fórum, vosso mercado, vossos banhos, vossas oficinas, vossas lojas, vossas hospedarias, vossas feiras e os demais locais de comércio; nós habitamos este mundo como vós. Convosco navegamos, convosco servimos como soldados, trabalhamos a terra, [...]

Colossenses 2:20-23; nesse texto o apóstolo Paulo faz uma explanação muito clara de como devemos agir para com as coisas do mundo. Se nossa pátria não é aqui neste sistema de coisas, como bem disseram os autores dos textos acima citados, por que deveríamos agir para com as coisas deste mundo como se elas fossem de alguma importância? Como se tivessem algum poder mágico de nos desviar da fé em Cristo ou até mesmo nos levar a pecar contra Ele? Como bem disse Jesus: O que contamina o homem não é o que entra nele, mas o que sai... é o seu mau pensamento e não o que ele manuseia, usa, come, bebe ou escuta.
Se não somos deste mundo, não devemos nos preocupar com a cultura alheia; nem, tampouco, criar uma sub-cultura mundana (cultura de baixa qualidade) com aparência de piedade. Hoje é corriqueiro observarmos a Igreja importando a cultura mundana para si e a “ungindo” (incorporando palavras como pão, salvação, comunhão...) para que se torne gospel. Porém precisamos entender o que é exatamente Cultura:

A cultura de um povo é feita de um conjunto de coisas; é o complexo dos padrões de comportamento, das crenças, das instituições, das manifestações artísticas, intelectuais, etc., transmitidos coletivamente, e típicos de uma sociedade. (Mini dicionário Aurélho)

Antropologicamente é o conjunto de padrões de comportamentos, crenças ,conhecimentos, costumes ... que distinguem um grupo social. Tudo que vem do povo e que o rodeia.

Evangélicos e ética no Brasil







Evangélicos e ética no Brasil




A ética evangélica no passado aqui no Brasil,predominava o individualismo do cidadão no sentido de cumprir deveres, excluindo-se do convívio público e das tarefas próprias de cidadão,como: se divertir, integrar-se a outras comunidades, estudar diversas ciências, participar de partidos políticos e, muito mais que isso; defender de forma correta, os direitos institucionais adquiridos e romper com a idéia de religião minoritária.

Ainda hoje, mesmo com os avanços que tivemos, e com as crescentes formas neo-liberais existentes nesta década, a ética cristã se baseia no individualismo pessoal, onde em nome da “ética” pessoas são discriminadas, pois muitos, achando ser “verdade absoluta” o que aprenderam, seguem individualmente massacrando em nome da ética.

Precisamos avançar no sentido do que é ética, analisando o exemplo deixado pelo mestre Jesus pois o mesmo, tratava caso a caso os problemas que lhe surgia rompendo muitas vezes, com a ética impulsionada pela tradição. Dessa forma, mesmo que pra alguns, Ele estivesse “quebrando a ética”, curava nos sábados, perdoava os adúlteros, ou seja, rompia com as tradições pra trazer a salvação aos perdidos e cumprir sua missão, que não era como a dos homens individualista e, sim coletiva.

Precisamos questionar essa “ética evangélica” e analisar o que diz o Apóstolo Paulo, “ Tudo me é lícito mas nem tudo me convém” . “Posso todas as coisas Naquele que me fortalece.” Fp.4:13 .

É preciso que se faça uma análise profunda dos textos acima para que possamos entender o que é ética sem que dessa forma,venhamos martirizar alguém, punindo-o através do que acreditamos individualmente ser “ética evangélica ou cristã ”.
Se faz necessário, estar aberto a entender a cultura de cada povo, de cada região e, como Jesus, devemos suportar uns aos outros eliminando de nós o “etnocentrismo cultural”.

Reforma, Teologia e Ética Social



Reforma, Teologia e Ética Social






Ao falar de reforma, vemos uma constante necessidade de renovação pois o ser humano em sua tentativa de conservar, muitas vezes, cai no erro de manter algo que já está ultrapassado e não percebe o mal que isso está causando, tanto a si próprio, como aos outros em seu redor. O autor é muito feliz ao citar Calvino e, ao dizer, que há uma ambigüidade em relação ao comportamento cristão pois as comunidades cristãs são compostas de pessoas “salvas mas ainda totalmente depravadas”. Em síntese, Calvino diz: pessoas “ simultaneamente justas e pecadoras”.
O trio,reforma, teologia e ética social são com certeza, indissolúveis pois um auxilia o outro para que ambos aconteçam positivamente.
Onde o autor trata sobre a fé individualista concordo absolutamente com ele, pois o que falta ao homem é “ conhecer a Deus ” e seguir o exemplo deixado pelo mestre Jesus. O que adianta ter zelo religioso, ou até mesmo defender de forma ardorosa a igreja e os dogmas religiosos e não amar ao próximo como a si mesmo. Em defesa dessa fé individualista, muitos têm matado, causando assim, muito sofrimento à pessoas inocentes. Será que foi esse o exemplo deixado por Jesus em seus três anos de ministério ? conhecimento sem amor de nada adianta. A razão aliançada à reforma contrapõe-se com a questão do zelo em excesso. Logo, é melhor o bom senso.
A teologia tem como finalidade argumentar, de forma científica, os parâmetros bíblicos, levando o indivíduo ao discernimento proximal da vontade do criador para com a criatura. Isto porque, ao estudar a palavra de Deus, se faz necessário, o entendimento espiritual da mesma.
Richard diz: [...] “Só o conhecimento ético-religioso tem uma relação essencial com o cognoscente”.
“A ética cristã não é uma disciplina abstrata, ocupada primariamente com idéias. Ao contrário, é uma forma de reflexão no serviço a uma comunidade, e deriva seu caráter da natureza das convicções dessa comunidade. Afirmações teológicas são fundamentalmente práticas e a ética cristã é exatamente a forma da reflexão teológica que tenta explicar esse caráter inerentemente prático.” (HAUERWAS, Stanley. The Peaceble Kingdom: A Primer in Christian Ethics. London & Notre Dame: Notre Dame University Press,1983, p. 54.)

Essa citação de Stanley é interessante e ressalta a importância de uma reflexão ética, teologicamente, baseada no empirismo de uma comunidade que vive em toda sua plenitude, experiências concretas de um relacionamento com o sobrenatural, tendo como base principal, a fé que de acordo com o que está escrito no livro aos Hebreus no capítulo 12:1; É o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não podemos ver
com os olhos naturais. Logo, reforma, teologia e ética social são permanentemente inseparáveis, devendo assim, buscar sempre o diálogo pois somente ele pode nos levar a uma resposta coerente ou próxima à verdade desejada.
Por Abner Lopes Cardoso 30.06.2011


O texto de Regina Novaes, é muito interessante, nos apresenta de forma técnica dados que podem nos levar a construir uma juventude cada vez mais forte, porém, o que precisamos fazer é sair da teoria e partir para a prática. Não dá pra manter uma juventude, que com certeza, está muito a frente do passado e, vive em um mundo tecnológico avançado, tendo acesso a diversas informações, viver enganada com meros discursos vazios baseados em religiosidade.
A igreja ainda tem que fazer muito para ajudar essa juventude a sair da secularização. Se faz necessário, promover debates, influenciar positivamente e mostrar o verdadeiro evangelho, o evangelho de Cristo, que não é baseado em teorias religiosas que mantêm a mente do jovem escravizada à regras do passado.” Quem vive de passado é museu.” È assim que eles pensam. Será que estão errados ?
Precisamos rever nossos conceitos e valores. Jesus nos pregou um evangelho diferente do que a “igreja” tem pregado ... Hoje, a preocupação é dinheiro, muitos membros, mídia... Os pastores são estrelas, artistas, políticos ... Esse tem sido o exemplo deixado para nossas crianças. Nossos futuros jovens e adultos. Essa é a escola...



Religião e Ciência

"que é ciência" e refletindo sobre a importância da ciência para a vida contemporânea e para a fé cristã.






Os dois últimos séculos têm servido de palcos a “Teologia Contemporânea”, expressão e sistematização dos pensamentos teológicos desenvolvidos principalmente nos séculos XIX e XX. Esse período é claramente marcado pelo embate entre as teologias conservadora e liberal.
Refletindo a importância da ciência para a vida contemporânea e para a fé cristã, vejo a teologia como uma Ciência. Definindo mais formalmente, “é a ciência que trata de Deus em Si mesmo e em relação com a Sua obra” (B.B. Warfield).
Desde os bancos escolares aprendemos que a ciência é resultado de experimento e observação. Para a maioria de nós, a imagem do cientista está associada a alguém de cabelos desgrenhados, que passa horas debruçado sobre tubos de ensaio e fórmulas complexas.
No século XXI esta visão da ciência está muito diferente. Praticamente tudo que nos cerca é resultado de algum experimento. Pesquisas, cada vez mais aprofundadas, modificam acentuadamente nosso modo de viver.
A partir do séc XII, com o surgimento de uma das primeiras Universidades, a de Paris (que se tornou um modelo de seu tempo), foi em resultado da reunião de quatro faculdades distintas: a de Teologia, de Artes (filosofia), a de Direito e a de Medicina. Talvez por isso e mais outras razões, a lado da Filosofia, a Teologia tem sido reconhecida como a primeira e a mãe de todas as Ciências. O que ocorre com os que rejeitam esse conceito é que confundem ciência Histórica com ciência experimental. Apesar de que sempre falamos de experiência de fé no que se refere às questões da Eternidade, reconhecemos que nem tudo pode ser comprovado mediante uma experiência em laboratório. Aqueles que buscam enquadrar a Teologia nesse paradigma, são vítimas de uma certa medida de ignorância acerca do papel fundamental dessa matéria.
Seria a Teologia apenas uma ciência a serviço da Humanidade, ou estaria ela a serviço de Deus? Ou seria ambas as coisas? Essas são perguntas de difíceis respostas. Isso porque se entendemos que o conhecimento de Jesus é dado aos seres humanos para Sua salvação e erguimento. Logo a Teologia é um serviço em favor dos homens, na busca de apresentar uma fé para os homens. Todavia, se ela se presta a anunciar uma verdade acerca de Deus, e para a glória de Deus, a lógica nos leva a pensar a Teologia como um instrumento de Deus. Como conciliar esse paradoxo?
Podemos definir ciência como “um esforço intelectual para explicar o funcionamento do mundo físico, informado por investigações empíricas e conduzido por uma comunidade treinada em certas técnicas especializadas.”
Como a fé não pode ser explicada intelectualmente ou através da razão, acredito que a teologia serve para embasar essa fé e fazer com que ela perdure até a volta de Cristo e, assim, refletindo os fatos passados e os dos nossos dias, percebemos, claramente, que Deus existe e que é possível viver como viveram nossos antepassados.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Espiritualidade Cristã Contemporânea


Espiritualidade Cristã Contemporânea


Espiritualidade – e qualquer tipo de meditação crista ou devocional deve ser centrada na Palavra e em Cristo. Mas questões que passam pela afetividade, às vezes, podem ser mal interpretadas por uma leitura “inspecional”, ou “analítica”.
Tereza de Ávila em suas obras nos propõe uma espiritualidade Bíblica e não religiosa institucional. A espiritualidade não pode ser dissociada da vida…Jesus disse que quando fizéssemos como um daqueles pequeninos, ou seja, alimentação, vestes, visitas etc, estaríamos fazendo a sua vontade. Ou seja, é na vida, no cotidiano que desenvolvemos nossa espiritualidade e servimos a DEUS.
Vivermos no mundo moderno uma espiritualidade diferenciada, onde o ser criado por Deus, age muito mais com a razão do que com a emoção. Sabemos que o ser humano é tricotômico, dotado de espírito, alma e corpo, sendo assim, a espiritualidade está arraigada em todo ser humano que foi criado à imagem e semelhança de um Deus que é espiritual em sua totalidade.
Segundo o Rev. Ricardo Barbosa em seu texto Espiritualidade e Espiritualidades, o homem do século moderno se liberta do racionalismo imposto pela ditadura ocidental , trazendo em si os reflexos de tal ditadura, separando o conhecer a Deus que é em suma, amá-lo de todo coração. Isso faz com que o homem moderno deixe de viver no espírito e viva segundo suas concepções e suas próprias conjecturas, descartando o ser espiritual que há em si.
O tema espiritualidade é, com certeza, da maior importância para a contemporaneidade. Compreendida de forma diferenciada na prática, ela é, amplamente discutida tanto no contexto secular, quanto no religioso. É mais do que um simples fenômeno do passado. É reconhecida por todos como um importante agente de transformação que desempenha um papel significativo no diálogo inter-religioso, educacional, em negociações de paz, e muitos outros diálogos e processos da atualidade.
O renascimento espiritual e o interesse em pesquisar as fontes diferenciadas das tradições religiosas acontece, de forma contundente no contexto global, inter-cultural e inter-religioso o que requer, de nós pesquisadores, um estudo à parte.
A espiritualidade contemporânea está praticamente em uma encruzilhada, não se discute apenas a espiritualidade cristã. Há uma difusão e a presença das mais variadas religiões, sejam ocidentais, movimentos religiosos diversos, os ateus, os agnósticos, todos esses fenômenos contribuem para essa discussão ampla de espiritualidade. Isso mostra que há uma necessidade de intercâmbio religioso , não de simplesmente voltar ao passado, mas de resgatar o verdadeiro sentimento espiritual que nos conduz ao Deus que nos criou á sua imagem e semelhança.
Espiritualidade torna-se academicamente uma disciplina importante nas universidades dos Estados Unidos. Na Inglaterra existe um mestrado voltado pra essa área no Heythrop College da Universidade Of London. Precisamos unir forças em relação a esse assunto pra vivermos o melhor de nossa espiritualidade.
Ao estudar o texto de Ana Maria Tepedino , vejo que ela se apega muito ao sentimento humano para falar de espiritualidade, traz uma linguagem especificamente afetiva, onde o ser humano é levado a desenvolver sua sensibilidade para perceber a realidade e captar o novo e desenvolver uma flexibilidade, revendo o rumo sempre que necessário. Essas são atitudes espirituais, diz ela.
Concordo, em parte, com os dois textos, porém, acredito que o ser é espiritual porque há dentro de cada um de nós o espírito humano, o qual conduz o homem à espiritualidade, ou seja, impulsiona a criatura para o bem pois há uma luta constante entre a carne e o espírito. É nesse sentido, que a bíblia diz que o Espírito de Deus testifica com o nosso, intercedendo por nós com gemidos inexprimíveis, levando-nos em direção ao criador que em sua totalidade é espiritual e santo.

Espiritualidade, Ciência e Saúde

Texto Crítico sobre Espiritualidade, Ciência e Saúde.


No mundo contemporâneo, podemos observar que ainda há, uma guerra travada entre religião e ciência, apesar percebermos uma conquista bem avançada por pesquisadores diversos, os quais, vem desenvolvendo um papel de excelência, no sentido de provar que ambas podem e devem caminhar juntas.
O papel executado pela ciência não é o de eliminar Deus do convívio, e até mesmo, da vida das pessoas. A razão principal desse conflito, está no fato em que a religião aceita legalmente o sobrenatural coexistente, onde o mesmo, é capaz de causar interferência na realidade dita natural. A ciência por sua vez, adota apenas uma realidade, a natural.
Para que se chegue a um consenso entre ambas, faz-se necessário que cada uma delas se desarme de suas prerrogativas e avancem no sentido de explorar o homem tricotômico, criado por um ser superior a tudo e a todos , e que por isso, é chamado de Deus e em suma é espiritual e tem o controle de tudo.
É muito interessante o que o texto registra sobre o pensamento do biólogo americano David Slon Wilson, onde ao ser indagado se existe espaço para a fé em um mundo mais explicado pela ciência. Responde que a fé não está, necessariamente, limitada à religião e sempre haverá espaço para a mesma. Como por exemplo, cita: na própria ciência a fé é desenvolvida de forma veemente . No caso dele mesmo, o exemplo: não tenho conhecimento pleno da teoria da relatividade de Einstein, mas acredito no que o cientista descobriu.
“[...] quando se pensa na enorme quantidade de descobertas científicas das últimas décadas, conclui-se que os cientistas, de todas as áreas, precisam ter fé nas teorias uns dos outros para seguir pesquisando” (Slon Wilson,2007.p.85).
O que Slon está dizendo eu concordo, porém essa fé é uma fé natural, todos a têm. Ele próprio, mesmo sendo ateu crê no natural, porém o que está em discussão é a fé sobrenatural que o homem não consegue explicar por si só.
Os últimos acontecimentos catastróficos, tanto no Brasil, como no exterior prova, claramente, que há um Deus no controle de tudo. Os cientistas não conseguem explicar, tais fatos, e mesmo assim, continuam soberbamente, tentando explicar o inexplicável através de suas teorias e próprias conjecturas.
Todos os anos, deparamos com as mesmas catástrofes, os mesmos problemas. Janeiro é o mês do terror, do horror, da tristeza para as famílias brasileiras que vivem em áreas de risco.
Os nossos verões, têm a marca das tragédias, pois é neles que temos presenciado e enterrado milhares de pessoas que morrem e ficam desabrigadas sem ter um teto pra morarem . Acidentes nucleares surgem, matando milhares de pessoas e os estudiosos, acham isso normal e continuam projetando mais e mais usinas.
Seja no sudeste, no Sul, ou em qualquer região brasileira ou mundial, a situação catastrófica é a mesma, vivemos um tempo de apreensão, e o homem natural não tem resposta satisfatória para tais acontecimentos, pois o mesmos são sobrenaturais e têm um Deus no contrôle. O que nos resta , é ter fé, prevenindo-nos das teorias humanísticas que nos impuncionam para o ateísmo.
“[...] O domínio da ciência está em explorar a natureza. O domínio de Deus encontra-se no mundo espiritual, um campo que não é possível esquadrinhar com os instrumentos e a linguagem da ciência.; deve ser examinado com o coração, com a mente e com a alma – e a mente deve encontrar uma forma de abraçar ambos os campos” ( Collins,2007,p.14).
Collins (2007), enfatiza, afirmando que a ciência é á única maneira de se chegar ao conhecimento, ou seja, ao entendimento do mundo natural e, isso, se utilizada as ferramentas científicas adequadas. Porém ele afirma também que a ciência é incapaz de responder o sobrenatural e perguntas como: “ porque o universo existe ? ” ; qual o sentido da existência humana ?” ; o que acontece após a morte ? “.
Esses e outros argumentos encontrados no texto são de extrema valia para se chegar a um resultado satisfatório. Falaremos agora sobre fé e saúde. Muitos pesquisadores têm explorado, buscando provas científicas, se religião, fé e espiritualidade fazem realmente bem ao ser humano.
Temos provas, mesmo que empíricas, de que saúde e espiritualide andam juntas pois basta estar de bem com a vida, ou seja, feliz, ralizado no amor... A nossa pressão arterial, a glicose ... se normaliza. A crença faz bem para o ser espiritual.



Biografia:

Artigo de Revisão. A Espiritualidade interpretada pelas ciências e pela saúde.
O Mundo da Saúde. São Paulo: 2007

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Ronaldo é nomeado membro do Comitê Paulista para a Copa 2014

16/02/2011 16h01

Ronaldo é nomeado membro do Comitê Paulista para a Copa 2014
Ex-jogador, que se aposentou na última segunda-feira, foi indicado pelo governador em solenidade que teve a presença do presidente da CBF


Aposentado há dois dias, o ex-jogador Ronaldo foi nomeado nesta quarta-feira membro do Comitê Paulista para a Copa do Mundo de 2014. Em evento realizado no Museu do Futebol, no estádio do Pacaembu em São Paulo, o craque recebeu a indicação do governador Geraldo Alckmin, em solenidade que também contou com a presença do prefeito Gilberto Kassab e do presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

Ronaldo terá função importante no Comitê Paulista da Copa de 2014. Segundo o governador, a principal função de Ronaldo será a de utilizar seus contatos no futebol para angariar recursos e parceiros para São Paulo.

Este é o primeiro ato público de Ronaldo desde segunda-feira, quando anunciou oficialmente sua aposentadoria. Ele ganhou a medalha ao mérito esportivo do governo do estado de São Paulo. Como membro titular, o craque terá participação direta nas discussões e decisões do comitê.

- Vamos fazer de São Paulo a melhor sede de Copa do Mundo de todos os tempos. Espero contribuir bastante, agora fora de campo - disse o Fenômeno.

O evento teve como objetivo divulgar a publicação "Cidade Base", que traz perfis de 37 cidades paulistas candidatas a sub-sedes do Mundial. Além de Ronaldo e Alckmin, estiveram presentes o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e os presidentes da FPF e do Corinthians, Marco Polo del Nero e Andrés Sanches.

Na cerimônia, Alckmin reforçou quais são as três principais intenções da candidatura paulista: o jogo de abertura, o centro de imprensa (que seria no Anhembi), e o Centro de Convenções da FIFA (em um complexo multiuso a ser construído no bairro de Pirituba).

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

CALOR INFERNAL

Que calor infernal


Do jeito que a temperatura está nosso corpo não vai agüentar muito tempo. Parece até que estamos bem pertinho de uma fogueira, e que fogueira !
A água que chega até a caixa tá tão quente que os micróbios morrem antes de nos atingir. Que bom ! Pelo menos isso é interessante.
Daqui a pouco tempo, bastará abrir a torneira, encher a cafeteira, colocar o pó de café no coador, passar a água quente e o café já pode ser servido. A coisa tá feia ou melhor quente pra caramba !
Cadê as árvores ? Pra que árvores ? Vamos construir casas, ruas. Vamos urbanizar as florestas. Que progresso ! Será ? Claro que não. É o inverso, é o regresso.
O homem aos poucos está se matando. Um verdadeiro suicídio coletivo. Que horror !
Autor: Prof. Abner Lopes Cardoso – 09.02.2011
Marcadores: CRÔNICAS

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

As catástrofes (in)evitáveis e a responsabilidade do Estado
Reinaldo Marques/Terra

Em Teresópolis, homens do Corpo de Bombeiros procuram corpos 13 dias após a tragédia na região serrana
Segunda, 24 de janeiro de 2011, 08h02 - Publicado por Terra Magazine. RizzattoNunes
De São Paulo -

Os acontecimentos dos últimos dias envolvendo o drama das pessoas nos alagamentos em São Paulo, Minas Gerais e especialmente no Rio de Janeiro são o retrato de mais uma crônica de tragédia anunciada que, ao que tudo indica, infelizmente, se repetirá no ano que vem, assim como já aconteceu no ano passado, no anterior, no anterior etc. Um longo etecetera de catástrofes, que poderiam ter sido evitadas.
Como é que o agente público, tão eficiente para multar e cobrar, não consegue sequer prever a quantidade de chuvas que cairá? Como é que não obtém antecipadamente a medida da quantidade de água de uma represa e quanto ela ainda poderia suportar nos dias seguintes? Como é que não enxerga a ocupação desordenada de áreas de risco?
O desenvolvimento tecnológico propicia nos dias atuais o melhor serviço de meteorologia que jamais tivemos; a ciência geológica é avançadíssima; o mapeamento dos solos feito por satélites e "in loco" permite avaliações muito precisas da situação das áreas, das ocupações regulares e irregulares, dos riscos de ocorrência de sinistros etc. Na atualidade, não há desculpa para que não se tomem medidas preventivas para tentar evitar catástrofes climáticas e ambientais.
Esses fatos deixam ainda mais clara a responsabilidade civil do Estado. Na seqüência, apresento um resumo dos vários aspectos jurídicos relacionados ao tema.
A responsabilidade do Estado no caso de acidentes naturais derivados de enchentes e desmoronamentos
As várias tragédias relativas a inundações provocadas por chuvas regulares e previsíveis, assim como por aquelas extraordinárias e também os desmoronamentos de encostas, prédios, casas e o soterramento de pessoas gerando centenas de mortos e feridos, é algo de tamanha gravidade que passou muito da hora da tomada de posição séria pelas autoridades no que diz respeito a ocupação do solo e as necessárias ações preventivas visando a segurança das pessoas e de seu patrimônio. De nada adianta ficar simplesmente acusando as vítimas depois das ocorrências, eis que, certo ou errado, elas já estavam vivendo nos locais conhecidos abertamente. Afinal, as pessoas precisam morar em algum lugar.
É verdade que, quando surgem eventos climáticos não previstos, como, por exemplo, chuvas caindo em quantidade nunca vistas acaba sendo possível justificar a tragédia por força do evento natural. Mas, naqueles casos em que os eventos climáticos são corriqueiros, ocorrem na mesma freqüência anual e em quantidades conhecidas de forma antecipada e também nas situações em que a ocupação do solo feita de forma irregular permitia prever a catástrofe, o Estado é responsável pelos danos e deve indenizar as vítimas e familiares. A legislação brasileira é clara a respeito. Faço, pois, na sequência, um resumo dos direitos envolvidos.

- Responsabilidade civil objetiva

A Constituição Federal estabelece a responsabilidade civil objetiva do Estado pelos danos causados às pessoas e seu patrimônio por ação ou omissão de seus agentes (conforme parágrafo 6º do art. 37). Essa responsabilidade civil objetiva implica em que não se exige prova da culpa do agente público para que a pessoa lesada tenha direito à indenização. Basta a demonstração do nexo de causalidade entre o dano sofrido e a ação ou omissão das autoridades responsáveis.
Anoto que, quando se fala em ação do agente público, isto é, conduta comissiva, está se referindo ao ato praticado que diretamente cause o dano. Por exemplo, o policial que, extrapolando as medidas necessárias ao exercício de suas funções, agrida uma pessoa. Quanto se fala em omissão, se está apontando uma ausência de ação do agente público quando ele tinha o dever de exercê-la. Caso típico das ações fiscalizadoras em geral, decorrente do poder de polícia estatal. Nessa hipótese, então, a responsabilidade tem origem na falta de tomada de alguma providência essencial ou ausência de fiscalização adequada e/ou realização de obra considerada indispensável para evitar o dano que vier a ser causado pelo fenômeno da natureza ou outro evento qualquer ou, ainda, interdição do local etc.
Muito bem. Em todos esses casos de inundações, desmoronamentos, soterramentos etc causando a morte e lesando centenas de pessoas o Estado será responsabilizado se ficar demonstrado que ele foi omisso nas ações preventivas que deveria ter tomado. Se, de fato, os agentes públicos deveriam ter agido para evitar as tragédias e não o fizeram, há responsabilidade. Tem-se que apenas demonstrar que a omissão não impediu o dano, vale dizer, a vítima ou seus familiares (em caso de morte) devem demonstrar o dano e a omissão, para ter direito ao recebimento de indenização.

- Caso fortuito, força maior, culpa exclusiva da vítima

Antes de prosseguir, lembro que o Estado não responderá nas hipóteses de caso fortuito, força maior ou culpa exclusiva da vítima ou terceiros. No entanto, os eventos da natureza que se caracterizam como fortuito são os imprevisíveis, tais como terremotos e maremotos e até mesmo chuvas e tempestades, mas desde que estas ocorram fora do padrão sazonal e conhecido pelos meteorologistas. Reforço esse último aspecto: chuvas sazonais em quantidades previsíveis não constituem caso fortuito porque as autoridades podem tomar as devidas cautelas para evitar ou ao menos minimizar os eventuais danos.
A força maior, como é sabido, é definida como o evento que não se pode impedir, como por exemplo, a eclosão de uma guerra. E a culpa exclusiva da vítima ou de terceiro, como a própria expressão contempla é causa excludente da responsabilidade estatal porque elimina o nexo de causalidade entre o dano e a ação ou omissão do Estado. Aqui dou ênfase ao que importa: a exclusão do nexo e consequentemente da responsabilidade de indenizar nasce da exclusividade da culpa da vítima ou do terceiro. Se a culpa da vítima for concorrente, ainda assim o Estado responde, embora nesse caso, deva ser levado em consideração o grau da culpa da vítima para fixar-se indenização em valor proporcional. Dou como exemplo de culpa concorrente o da construção de uma casa que exigia a tomada de certas medidas de segurança que foram desprezadas pelo agente de fiscalização e também pela vítima.

- Pensão

Os familiares que são dependentes da pessoa falecida têm direito a uma pensão mensal, que será calculada de acordo com os proventos que ela tinha em vida. Do mesmo modo, a vítima sobrevivente pode pleitear pensão pelo período em que, convalescente, tenha ficado impossibilitado de trabalhar.

- Outros danos materiais

Além da pensão, no cômputo dos danos materiais inclui-se todo tipo de perda relacionada ao evento danoso, tais como, no caso de desmoronamento da habitação, seu preço ou o custo para a construção de uma outra igual e todas as demais perdas efetivamente sofridas relacionadas ao evento. No caso de pessoa falecida, além dessas perdas, cabe pedir também indenização por despesas com locomoção, estadia e alimentação dos familiares que tiveram de cuidar da difícil tarefa de reconhecer o corpo e fazer seu traslado, despesas com o funeral etc.

- Danos morais

Tanto a vítima sobrevivente como os familiares próximos à vítima falecida podem pleitear indenização pelos danos morais sofridos, que no caso dizem respeito ao sofrimento de que padeceram e das seqüelas psicológicas que o evento gerou. O valor dessa indenização será fixado pelo juiz no processo.
De todo modo, é bom deixar consignado que o responsável em indenizar tem o dever de dar toda assistência às famílias das vítimas, inclusive propondo o pagamento de indenizações e pensões. Essa conduta, uma vez realmente adotada, poderá influir numa eventual ação judicial para a fixação da indenização por dano moral. É que, nas variáveis objetivas utilizadas pelo magistrado para fixar a quantia, uma delas é a do aspecto punitivo.
Na verdade, como se sabe, aquilo que se chama indenização em matéria de dano moral não é propriamente indenização. Indenizar significa tornar indene, vale dizer, encontrar o valor em dinheiro que corresponda à perda material efetiva; fazer retornar, pois, ao "status quo" anterior. Por exemplo, se a pessoa perdeu seu automóvel, basta saber quanto o mesmo valia e fixar a indenização nesse valor. É um elemento de igualdade, portanto.
Já a "indenização" por dano moral não pretende repor nenhuma perda material ou devolver às coisas ao estado anterior. É impossível reparar o sofrimento pela perda de um ente querido. Desse modo, a indenização por danos morais é, como se diz, satisfativo-punitiva: uma quantia em dinheiro que possa servir de conforto material e ao mesmo tempo punição ao infrator.
Assim, o aspecto punitivo deve ser reforçado quando o causador do dano age com má-fé, intenção de causar o dano, ou regularmente repete os mesmos erros. Todavia, por outro lado, o magistrado deve levar em conta a atitude do causador do dano após a ocorrência do evento. Se ele se comportou adequadamente, como acima referi, então, nesse caso, a seu favor haverá uma atenuante para fixar o "quantum" indenitário em menor valor.


Rizzatto Nunes é mestre e doutor em Filosofia do Direito e livre-docente em Direito do Consumidor pela PUC/SP. É desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo. Autor de diversos livros, lançou recentemente "Superdicas para comprar bem e defender seus direitos de consumidor" (Editora Saraiva) e o romance "O abismo" (Editora da Praça).

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

As catástrofes de Janeiro



As catástrofes de Janeiro

Prof. Abner Lopes Cardoso
Licenciando em Pedagogia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro
Bacharel em Teologia pela Faculdade Teológica de São Paulo
Mestre em Pedagogia Cristã pela Faculdade Teológica da Bahia



Todos os anos deparamos com as mesmas catástrofes, os mesmos problemas. Janeiro é o mês do terror, do horror, da tristeza para as famílias brasileiras que vivem em áreas de risco.
Os nossos verões, têm a marca das tragédias, pois é neles que temos presenciado e enterrado milhares de pessoas que morrem e ficam desabrigadas sem ter um teto pra morarem . Nossas autoridades não fazem nada, a não ser, se aproveitarem politicamente das tragédias para se elegerem nas próximas eleições. No ano passado vimos as tragédias que ocorreram em Angra dos Reis e São Luiz do Paraitinga. Neste ano , temos mais mil mortos e milhares de desabrigados na região serrana do Rio de Janeiro, além da grande São Paulo que também está em baixo d’água. O filme se repete, é sempre assim em todos os verões, basta vir a chuva e o nosso povo paga caro pelo desinteresse dos nossos políticos pela administração pública de qualidade.
Nos últimos 50 anos as cidades brasileiras vem crescendo de forma desordenada, essa têm sido a causa mais evidente para as conseqüências desastrosas das tragédias ocorridas em nossas cidades. Os solos, têm sido ocupados de forma errada, e com isso, o escoamento das águas são prejudicados e dificultados, tornando as tragédias um fato real e repetitivo.
Em nossa constituição brasileira, os municípios existem para resolver e administrar esses e outros problemas públicos, mas o que temos visto é o descaso. Prefeitos. que fazem vistas grossas, deixando o povo que precisa sobreviver, habitar em locais impróprios para moradia e em troca disso, recebem votos e se elegem a um cargo público.
Infelizmente muitos municípios são constituídos, de forma falcatruosa, emancipações fraudulentas, apenas para fins de enriquecimento de alguns, não tendo esses municípios, condições de se manterem e os mesmos não são administrados por pessoas competentes e sim por pessoas, apadrinhadas por políticos. Verdadeiros cabos eleitorais, fazendo com que, os seus padrinhos atinjam o cargo desejado através do voto dos munícipes.
Seja no sudeste, no Sul, ou em qualquer região brasileira, a situação catastrófica é a mesma, vivemos um tempo de apreensão, e o que resta é, nos defender, prevenindo-nos das catástrofes, pois quem sofre com elas somos nós, o povo brasileiro.




Nilópolis, Rj, 19 de janeiro de 2011.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

O professor é um “ super herói ”

A Péssima Situação da Educação no Estado do Rio de Janeiro



Hoje em todos os jornais e meios de comunicação, foi publicado sobre a péssima posição da EDUCAÇÃO do Estado do RJ, ou seja, a penúltima posição.
Nossa EDUCAÇÃO está muito ruim, disso sabemos e percebemos, pois isso fica claro, quando deparamos como uma desqualificação profissional generalizada, nos bancos de emprego sobram vagas, devido ao despreparo do trabalhador brasileiro.
Hoje, o Secretário de Educação do Estado do RJ, apresentou a imprensa, o que ele diz ser a solução para a EDUCAÇÃO subir, pelo menos, 20 pontos acima.
Em vez, de aumentar os salários dos professores, promover cursos de capacitação; pretende dar no final do ano de 2011, o que ele classifica como prêmio: de três a quatro salários para aqueles que mostrar melhoria na EDUCAÇÃO. O que ele quer dizer com isso é que a culpa da EDUCAÇÃO está ruim é do professor e não do governo. Cara de pau ! Os políticos só pensam neles . Votam aumentos absurdos para seus salários , enquanto um professor, ganha, média de setecentos reais mensais. Como pode, com esse salário, capacitar-se.
O que se precisa fazer para melhorar a EDUCAÇÃO , é valorizar, capacitar, é dar dignidade ao professor. Chega desse discurso barato. Ta na hora de uma mudança radical. Saia do palco eleitoral, venha pra realidade. O professor é um “ super herói ”. Não tem condições de trabalho mas dá sempre o seu melhor .
Prof. Abner Lopes ( 07.01.11)

Ciência e Religião. É possível essa combinação?

Ciência e Religião. É possível essa combinação?



Religião e ciência fazem parte da essência humana, o poder espiritual, tanto como o físico, não se limitam a partículas de questões transcendentais, mas contagia todos os indivíduos em seus comportamentos diversos, sendo assim, a ciência promove o bem material através das intervenções, dos avanços tecnológicos, das descobertas, sejam , empíricas ou não, no campo político ou social. Enquanto que, a religião complementa a ciência, promovendo o equilíbrio através de atitudes comportamentais boas em relação ao caráter das virtudes humanas e éticas. A ciência está profundamente ligada à religião, já que esta é realizada por seres humanos que têm atitudes e pensamentos próprios.

Quando falamos de religião, falamos naturalmente de fé pois ela é parte integrante da mesma. Manoel Felizardo(2010) diz que, a fé, e nisso concordo com ele, pelo menos a fé bíblica, não é de maneira alguma, contra a ciência. Pelo contrário, do ponto de vista teológico, a fé incentiva e exige da ciência no que se refere geralmente de qualquer busca pela verdade e no que se refere especificamente da incumbência humana de classificar, compreender e explicar abstratamente a natureza (Genesis 2, 19-20).
“Ciência e Religião tratam de áreas não sobrepostas do conhecimento humano. Nem a existência de Deus e nem a sua existência. São mutáveis de prova científica e equiparam ciência ao abandono da religião se enquadra aos preconceitos dos proponentes do design inteligente e de outras teorias de base criacionista.” Todas as questões de moralidade contidas na imutável lei espiritual de todas as religiões são logicamente exatas. Se a religião fosse contrária a razão lógica, então deixaria de ser religião para ser simplesmente tradição. Religião e ciência são duas asas sobre as quais a alma humana pode progredir. Não é possível voar com uma asa apenas. Se um homem tentasse voar unicamente com a asa da religião, cairia imediatamente no pântano da superstição, enquanto por outro lado, somente a asa da ciência, também nenhum progresso faria, antes se afundaria no lodaçal desesperador do materialismo.

Não devemos nos assustar ao deparar com o desafio dessa discussão, pois aquele que tem fé e vontade própria para acreditar na vontade de Deus ,sabe, diligentemente, esperar, entendendo da mesma forma que Rousseau que “Os verdadeiros deveres da religião são independentes das instituições humanas, que um coração justo é o verdadeiro templo da divindade, que em todos os países e em todas as seitas, amar a Deus acima de tudo e o próximo como a si mesmo é o resumo da lei, que não há religião que dispense os deveres da moral, que não há outros verdadeiramente essenciais a não ser este e que o culto interior é o primeiro desses deveres e que sem a fé, nenhuma verdadeira virtude existe”