

As catástrofes de Janeiro
Prof. Abner Lopes Cardoso
Licenciando em Pedagogia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro
Bacharel em Teologia pela Faculdade Teológica de São Paulo
Mestre em Pedagogia Cristã pela Faculdade Teológica da Bahia
Todos os anos deparamos com as mesmas catástrofes, os mesmos problemas. Janeiro é o mês do terror, do horror, da tristeza para as famílias brasileiras que vivem em áreas de risco.
Os nossos verões, têm a marca das tragédias, pois é neles que temos presenciado e enterrado milhares de pessoas que morrem e ficam desabrigadas sem ter um teto pra morarem . Nossas autoridades não fazem nada, a não ser, se aproveitarem politicamente das tragédias para se elegerem nas próximas eleições. No ano passado vimos as tragédias que ocorreram em Angra dos Reis e São Luiz do Paraitinga. Neste ano , temos mais mil mortos e milhares de desabrigados na região serrana do Rio de Janeiro, além da grande São Paulo que também está em baixo d’água. O filme se repete, é sempre assim em todos os verões, basta vir a chuva e o nosso povo paga caro pelo desinteresse dos nossos políticos pela administração pública de qualidade.
Nos últimos 50 anos as cidades brasileiras vem crescendo de forma desordenada, essa têm sido a causa mais evidente para as conseqüências desastrosas das tragédias ocorridas em nossas cidades. Os solos, têm sido ocupados de forma errada, e com isso, o escoamento das águas são prejudicados e dificultados, tornando as tragédias um fato real e repetitivo.
Em nossa constituição brasileira, os municípios existem para resolver e administrar esses e outros problemas públicos, mas o que temos visto é o descaso. Prefeitos. que fazem vistas grossas, deixando o povo que precisa sobreviver, habitar em locais impróprios para moradia e em troca disso, recebem votos e se elegem a um cargo público.
Infelizmente muitos municípios são constituídos, de forma falcatruosa, emancipações fraudulentas, apenas para fins de enriquecimento de alguns, não tendo esses municípios, condições de se manterem e os mesmos não são administrados por pessoas competentes e sim por pessoas, apadrinhadas por políticos. Verdadeiros cabos eleitorais, fazendo com que, os seus padrinhos atinjam o cargo desejado através do voto dos munícipes.
Seja no sudeste, no Sul, ou em qualquer região brasileira, a situação catastrófica é a mesma, vivemos um tempo de apreensão, e o que resta é, nos defender, prevenindo-nos das catástrofes, pois quem sofre com elas somos nós, o povo brasileiro.
Nilópolis, Rj, 19 de janeiro de 2011.
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