sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Ciência e Religião. É possível essa combinação?

Ciência e Religião. É possível essa combinação?



Religião e ciência fazem parte da essência humana, o poder espiritual, tanto como o físico, não se limitam a partículas de questões transcendentais, mas contagia todos os indivíduos em seus comportamentos diversos, sendo assim, a ciência promove o bem material através das intervenções, dos avanços tecnológicos, das descobertas, sejam , empíricas ou não, no campo político ou social. Enquanto que, a religião complementa a ciência, promovendo o equilíbrio através de atitudes comportamentais boas em relação ao caráter das virtudes humanas e éticas. A ciência está profundamente ligada à religião, já que esta é realizada por seres humanos que têm atitudes e pensamentos próprios.

Quando falamos de religião, falamos naturalmente de fé pois ela é parte integrante da mesma. Manoel Felizardo(2010) diz que, a fé, e nisso concordo com ele, pelo menos a fé bíblica, não é de maneira alguma, contra a ciência. Pelo contrário, do ponto de vista teológico, a fé incentiva e exige da ciência no que se refere geralmente de qualquer busca pela verdade e no que se refere especificamente da incumbência humana de classificar, compreender e explicar abstratamente a natureza (Genesis 2, 19-20).
“Ciência e Religião tratam de áreas não sobrepostas do conhecimento humano. Nem a existência de Deus e nem a sua existência. São mutáveis de prova científica e equiparam ciência ao abandono da religião se enquadra aos preconceitos dos proponentes do design inteligente e de outras teorias de base criacionista.” Todas as questões de moralidade contidas na imutável lei espiritual de todas as religiões são logicamente exatas. Se a religião fosse contrária a razão lógica, então deixaria de ser religião para ser simplesmente tradição. Religião e ciência são duas asas sobre as quais a alma humana pode progredir. Não é possível voar com uma asa apenas. Se um homem tentasse voar unicamente com a asa da religião, cairia imediatamente no pântano da superstição, enquanto por outro lado, somente a asa da ciência, também nenhum progresso faria, antes se afundaria no lodaçal desesperador do materialismo.

Não devemos nos assustar ao deparar com o desafio dessa discussão, pois aquele que tem fé e vontade própria para acreditar na vontade de Deus ,sabe, diligentemente, esperar, entendendo da mesma forma que Rousseau que “Os verdadeiros deveres da religião são independentes das instituições humanas, que um coração justo é o verdadeiro templo da divindade, que em todos os países e em todas as seitas, amar a Deus acima de tudo e o próximo como a si mesmo é o resumo da lei, que não há religião que dispense os deveres da moral, que não há outros verdadeiramente essenciais a não ser este e que o culto interior é o primeiro desses deveres e que sem a fé, nenhuma verdadeira virtude existe”

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