sexta-feira, 1 de julho de 2011

Evangelho e Cultura

Evangelho e Cultura




Quero começar esse texto, definindo três conceitos de missões:
• Fundamentalismo missiológico: Rejeita a cultura, demonizando-a e se fechando para aquilo que ela pode oferecer.
• Liberalismo missiológico: Absorve a cultura, mesmo em seus aspectos negativos, culminando em paganizarão da fé
• Evangelismo missional: Dialoga com a cultura absorvendo e respeitando os valores que servem ao evangelho, ao mesmo tempo em que rejeita aquelas noções, muitas vezes tidas como culturais, que estão em oposição ao evangelho de Cristo.
Logo, se faz necessário adaptar-se a cultura local para evangelizar os que estão ao redor, Paulo diz que é preciso fazer-se de louco para ganhar os loucos... isso quer dizer que precisamos dialogar com a cultura daquele que queremos evangelizar, só assim alcançaremos a meta estabelecida para essa evangelização. Não podemos demonizar a cultura de um povo, os seus costumes, o diálogo é de suma importância pois só assim o processo de aculturação se dará de forma satisfatória e inteligente . Em Atos 17, o apostolo Paulo fez um célebre discurso no areópago de Atenas. Ao discursar, estava cercado pela elite intelectual da época e se dirige a ela inteligentemente, contextualizando com a cultura local, citando os filósofos, poetas gregos e ao mesmo tempo, levava aos seus ouvintes uma mensagem de arrependimento. Ao mencionar a ressurreição de Cristo, muitos se escandalizaram e até se foram, mas a palavra nunca volta vazia. Dionísio e alguns dos que estavam presentes se converteram ao cristianismo naquele dia. Paulo foi sábio porque soube usar a cultura em seu benefício.
Construir pontes culturais em um ambiente cultural diversificado é importante para que evangelho e cultura caminhem juntos, mesmo que, não concordem em alguns pontos.
O diálogo nos proporciona escolher, adaptar, sem fugir de nossas origens ou raízes culturais. Este é o processo de aculturação natural de um povo.
Paulo diz: tudo me é lícito mas nem tudo me convêm. Não adianta querermos implantar o fundamentalismo missiológico, ou seja, impor padrões de vestimentas, como por exemplo, as vestimentas européias aos habitantes de paises tropicais ou vice versa; músicas eruditas em um contexto popular. Também não podemos cair no erro do liberalismo missiológico que coloca a cultura acima de Cristo ou do evangelho.
Os movimentos neopentencostais por exemplo, contextualizam com a cultura capitalista. Os neoliberais tratam questões como aborto e homossexualismo como demandas culturais comuns, sem tratá-las como práticas pecaminosas. Precisamos repensar essa evangelização criticamente.
No fundamentalismo missiológico, a cultura é totalmente ignorada; no liberalismo cultural ela é endeusada e sobreposta ao evangelho. “Já o cristianismo missional conversa com as diferentes culturas usando-as como ferramenta de contextualização, ao mesmo tempo em que rejeita valores culturais que se opõem a mensagem cristocêntrica.”
O evangelismo missional dialoga com a cultura, e não ignora o fato dessa cultura estar manchada pelo pecado. Assim, o indivíduo envolvido nessa cultura reconhece que nem tudo que é tido pelo homem moderno como valor cultural é aceitável diante de Deus. Esse é o processo de aculturação inteligente, onde o indivíduo ao ter contato com outra cultura absorve parte da mesma adaptando-a a sua cultura.

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