segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

A teologia dos sinóticos e seus aspectos

Análise crítica dos textos:
_Aspectos da Teologia dos Sinóticos
(JEREMIAS, Joachim. Teologia do Novo Testamento.
São Paulo: Teológica & Paulus, 2004, p. 269-276)
_Aspectos da Teologia dos Escritos Joaninos
(MORRIS, Leon. Teologia do Novo Testamento.
São Paulo: Vida Nova, 2003, p. 297-300.)
_Aspectos da Cristologia Paulina
Júlio Paulo Tavares Zabatiero

Analisando a teologia dos sinóticos e seus aspectos, podemos dizer que essa teologia peculiarmente trata do Reino de Deus. . O Reino gera a Igreja. O domínio dinâmico de Deus, presente na missão de Jesus, desafiando os homens a manifestarem uma resposta positiva, introduzindo-os em um novo grupo de comunhão, os que conhecem o Filho e o Pai.
A presença do Reino significou o cumprimento da esperança messiânica do Novo Testamento que fora prometida a Israel, mas quando Israel como um todo rejeitou a oferta, os que a aceitaram foram constituídos como novo povo de Deus, os filhos do Reino, o verdadeiro Israel, a Igreja incipiente. Logo, a igreja nada mais é, senão o resultado da vinda do Reino de Deus ao mundo por intermédio da missão de Jesus, o Filho de Deus que fora enviado pelo Pai com uma tarefa especial.
O texto, “ Aspectos da Teologia dos Sinóticos” de Jeremias Joachim (2004), nos apresenta a paternidade de Deus em relação aos seres humanos, mostrando-nos que essa paternidade, diferencia-se da tradição hebraica onde, tradicionalmente, dizia-se que o povo de Israel era filho de Deus. Já na pregação de Jesus Deus é apresentado como o Pai de todos os que crêem no evangelho, segundo o texto, mais tarde a igreja traduz que Ele é Pai de todos os que acreditam em Jesus como o primogênito Filho de Jave. Se observarmos, cautelosamente, veremos que para os sinóticos a divindade de Jesus vai se revelando aos poucos. Isto é, através da própria fala de Jesus e demonstração de que Ele é o Filho de Deus e que todos nos tornamos filhos ao crermos no Filho.
No texto “Aspectos da teologia dos Escritos Joaninos” de Leon Morris (2003), é enfocada a paternidade de Deus em relação a Jesus. João leva a igreja a refletir e a falar de Deus como Pai. Outra citação interessante é quando o autor diz que é no envio do Filho e no que Deus fez por meio do Filho que vemos o que significa o fato de Deus ser pai. Jesus mesmo em forma humana, nunca agiu independente do Pai. Deus estava presente em todas as ações do Filho. Por isso, Jesus falava que quem conhecesse o filho conhecia o Pai, pois, Ele e o Pai eram um só (8:19; 14:7; 16:3; 10:38).
Este Evangelho propõe-se confirmar na fé em Jesus, como Messias e Filho de Deus (20,30-31). Destina-se aos cristãos, na sua maioria vindos do paganismo (pois explica as palavras e costumes hebraicos), mas também em parte vindos do judaísmo, com dificuldades acerca da condição divina de Jesus e com apego exagerado às instituições religiosas judaicas que se apresentam como superadas (1,26-27; 2,19-22; 7,37-39; 19,36). Por outro lado, é um premente apelo à unidade (10,16; 11,52; 17,21-24; 19,23) e ao amor fraterno entre todos os fiéis (13,13.15.31-35; 15,12-13).
Além destes temas fundamentais da fé e do amor, João contém a revelação mais completa dos mistérios da Santíssima Trindade e da Encarnação do Verbo, o Filho no seio do Pai, o Filho Unigênito, que nos torna filhos (adotivos) de Deus, a doutrina sobre a Igreja (10,1-18) e outros.
Zabatiero, em seu texto “Aspectos da Cristologia Paulina”, trata o hino cristológico como um dos mais belos e complexos escritos paulinos, o que também concordo.
A Cristologia Paulina sempre impactou na história. Por isso mesmo, ela é central, até mesmo eclipsando outras cristologias no Novo Testamento. É complexa, desafiando a todo tipo de trabalho que tenta fazer um seu sumário. Suas partes não facilitam esta possível pretendida síntese. Para se compreender isso se diz que a Cristologia Paulina é fundamentada na história sagrada de Cristo que, por sua vez, tem suas raízes na história de Israel, como configuração da história de toda a raça humana.

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