UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO
INSTI TUTO MULTIDICIPLINAR DE NOVA IGUAÇU
DISCIPLINA: NEPE I
PROF. Dra. ADRIANA CARVALHO
ALUNO: ABNER LOPES CARDOSO – IV PERÍODO - PEDAGOGIA
TEMA
Descobrindo a Música como Linguagem
Ensinar- Aprender é Possível.
Conceituando musica
.
O desenvolvimento intelectual da criança não ocorre por si mesma, ele é fruto da atividade do ser humano com o meio. A música é uma linguagem que se traduz em formas sonoras que são capazes de comunicar sensações, sentimentos, pensamentos, de despertar a criatividade, entre outros.
A música como forma de linguagem auxilia a criança ou o educando no desenvolvimento de suas potencialidades, ajudando-os a usar o próprio corpo como meio de comunicação e expressão. Segundo reflexões retiradas do texto de Tomaz Tadeu, sobre a produção da identidade e da diferença, vemos na música essa possibilidade de forma clara e objetiva. A música é historicamente produzida e carrega os valores e o sentido de determinado grupo social. Seus códigos são universais e têm o poder de levar o indivíduo a entender a diferença. Apesar de percebermos que os conflitos, sejam religiosos ou culturais, ainda, causam uma intolerância entre os que têm como positiva somente a sua identidade, travando uma luta contra a aculturação.
A música como linguagem é muito mais do que apresentá-la como canto ou expressões meramente musicais. É levar o aluno a usá-la livremente em seu dia a dia escolar, cantando, descobrindo ritmos, compassos... Isso, através de jogos musicais, rítmicos, fazendo com que o aluno explore o potencial artístico que dentro de cada um de nós. O que não quer dizer que formará o aluno musicista, mas dará a ele condições de se descobrir artisticamente.
2. Objetivo Geral
• -Desenvolver nas crianças através do fazer musical, a sensibilidade, a percepção, a observação, a criatividade e a auto-estima.
• Cumprir o papel mediador das relações sociais e promover o desenvolvimento afetivo das crianças;
2.1 Objetivos específicos
• - Oportunizar a criança a viver a música, apreciando, cantando, e criando sons;
• - Reconhecer a música como fonte de linguagem.;
• _ Ouvir, perceber e discriminar sons diversos;
• - Brincar com a música;
• - Imitar, inventar e reproduzir criações musicais;
• - Reconhecer no seu corpo e no meio que vive diferentes sons, usando-os como linguagem;
Introdução/Justificativa
A fim de contribuir com o atual debate sobre a Lei 11.769/08, que trata da obrigatoriedade da música, este ensaio apresenta algumas questões iniciais para serem discutidas. Vários movimentos de educadores musicais e de músicos estiveram empenhados nos últimos anos na alteração da LDB para a inclusão obrigatória da música no currículo da educação, esta ação foi articulada nos congressos e encontros regionais e nacionais, e contou com o recolhimento de assinaturas por todo o Brasil. Estas ações acabaram sensibilizando parlamentares e acabou gerando o texto que deu origem ao projeto de lei apresentado e sancionado pelo Congresso Nacional:
“A música é uma prática social, que constitui instância privilegiada de socialização, onde é possível exercitar as capacidades de ouvir, compreender e respeitar o outro. Estudos e pesquisas mostram que a aprendizagem musical contribui para o desenvolvimento cognitivo, psicomotor, emocional e afetivo e, principalmente, para a construção de valores pessoais e sociais de crianças e jovens. A educação musical escolar não visa a formação do músico profissional, mas o acesso à compreensão da diversidade de práticas e de manifestações musicais da nossa cultura, bem como de culturas mais distantes. A música também se constitui em campo específico de atuação profissional. Pelo seu potencial para desenvolver diferentes capacidades mentais, motoras, afetivas, sociais e culturais de crianças, jovens e adultos, a música se configura como veículo privilegiado para se alcançar as finalidades educacionais almejadas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).”
O ano de 2011 é data limite para que toda escola pública e privada do Brasil inclua o ensino de música em sua grade curricular. A exigência surgiu com a lei nº 11.769, sancionada em 18 de agosto de 2008, que determina que a música deve ser conteúdo obrigatório em toda a Educação Básica. "O objetivo não é formar músicos, mas desenvolver a criatividade, a sensibilidade e a integração dos alunos", diz a professora Clélia Craveiro, conselheira da Câmara de Educação Básica do CNE (Conselho Nacional de Educação). Outro aspecto levado em consideração durante o processo avaliativo foi a orientação do RCNEI:
“Deve-se levar em conta que, por um lado, há uma diversidade de respostas possíveis a serem apresentadas pelas crianças, e, por outro, essas respostas estão freqüentemente sujeitas a alterações, tendo em vista não só a forma como as crianças pensam e sentem, mas a natureza do conhecimento musical (RCNEI, vol.3, p.77).”
A LEI NO RIO DE JANEIRO
Não há especificidade para o estado do Rio de Janeiro, regulamentada a Lei Federal 11.769/2008, altera a LDBEN, para dispor sobre a obrigatoriedade do ensino de Música na Educação Básica.
A referida Lei acrescenta um parágrafo, o sexto, ao artigo 26 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, a 9394/96, dizendo que “ A música deverá ser conteúdo obrigatório, mas não exclusivo, do componente curricular” ARTE.
A proposta da inclusão do Canto Coral, como modalidade de ensino de música foi apresentada a titular da Secretaria de Educação Básica do MEC, que sugeriu encaminhá-la as Secretarias Estadual e Municipal de Educação do Rio de Janeiro a fim de ser avaliada a possibilidade de aplicação em escolas públicas municipais e estaduais.
Não fez menção às escolas privadas. A inclusão da Música como conteúdo obrigatório nas matrizes curriculares dos diversos níveis da Educação Básica, merece uma séria reflexão dos educadores.
Metodologia
Os atributos do som podem ser trabalhados por meio de comparação, diferenciando um som agudo de um grave, forte de um fraco, ou longo de um curto. Partindo desses pontos as crianças terão a oportunidade de explorar e expressar a produção do silêncio e de sons como a voz, o corpo, o entorno e materiais sonoros inversos.
É interessante o uso de jogos em situações contextualizadas do ponto de vista musical como forma de linguagem.
O gesto e o movimento corporal estão intimamente ligados e conectados ao fazer musical. Isto implica tanto em gesto como em movimento, pois o corpo traduz em movimento os diferentes sons que percebe.
Podem ser criadas situações a fim de explorar diferentes qualidades sonoras através de jogos de improvisação que levem a criança a reconhecer o timbre de cada som.
Através de canções populares as crianças podem vivenciar contrastes entre altura e intensidade dos sons, ritmos e também
do silêncio.
Deverão ser propostos também, sons que estimulem a memória auditiva e musical, assim como a percepção da direção do som no espaço.
Importa-se que o fazer musical seja trabalhado em situações expressivas e significativas para as crianças, tendo-se o cuidado fundamental de não tomá-lo como fim e sim, como forma valiosa e importante de linguagem.
Bibliografia
- Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).”;
- Texto de Tomaz Tadeu;
- RCNEI, vol.3, p.77 ;
Nenhum comentário:
Postar um comentário