Resumo crítico sobre o texto “A França Antártica, Villegagnon e a Reforma” de Antônio Luiz Porto e Albuquerque
Em meados do século XVI, os portugueses dominavam o território brasileiro, onde, em alguns litorais era parada obrigatória dos homens que estavam a serviço da coroa lusitana.
Não havia nessa época na França, um projeto de colonolização. Os franceses vinham aqui apenas em busca de bons negócios. A política oscilava e o império colonial incentivou a expedição comandada por Villegagnon, que tinha a ambição de fundar uma colônia francesa no Rio de Janeiro e desafiar, assim, o poderio português. Há 450 anos, em 1555, desembarcava na Baía de Guanabara uma grande expedição francesa, liderada por um homem que, influenciado por Thomas More e grandes intelectuais de seu tempo, ambicionava criar no Rio de Janeiro a sua própria sociedade ideal. Villegagnon um desconhecido, personagem muito interessante. Não um corsário sanguinário como o descreviam os livros de história brasileiros. Mas um homem inteligente, de mente aberta e princípios sólidos, que por algum tempo viveu o sonho de uma sociedade livre sob o sol dos trópicos.
Villegagnon era um homem muito rígido quanto a moral e não queria que seus subordinados tivessem relações sexuais com as índias, o que não conseguiu evitar.
Reflexos materiais dessas influências existem até hoje em vários monumentos arquitetônicos normandos, casas, palácios, igrejas, decorados com relevos em pedra ou madeira. Índios brasileiros que podem ser vistos ainda, esculpidos nas mais diversas situações, nas cidades de Rouen, Honfleur, Saint Valery e Dieppe, entre outras, dão uma idéia da dimensão que o contato entre normandos e índios brasileiros assumiu naquela época.
Alguns índios e índias acabaram se casando com brancos normandos, produzindo descendentes que até hoje moram lá. Em Rouen e Dieppe, no verão, costumava-se organizar festas "brasileiras", uma espécie de carnaval alegre em que boa parte da população se vestia de "índio" e saía pelas ruas a dançar. O pau-brasil foi motor de tudo isso.
Um personagem extraordinário foi o grande arquiteto desse idílio improvável entre os colonizadores franceses e os índios que moravam na região: o almirante Nicolas Durand de Villegagnon, um chefe militar implacável, mas também um humanista amante das belas letras.
A França através de Calvino, parecia estar voltada às idéias religiosas reformistas.
Surgem então, divergências entre Villegagnon e os calvinistas acerca dos sacramentos e de outras questões.
“o reino francês entrou nas lamentáveis guerras de religião, das quais Villegagnon participou tanto pela espada como pela palavra escrita. Lutou nas proximidades de Rouen e de Sens, discutindo com Calvino e seus sucessores. Era do partido da corte e dos Guise, vindo a morrer em 1572 sem chegar a ver a criminosa noite de São Bartolomeu, a 24 de agosto de 1572, quando morreram assassinadas 30 mil pessoas na França29 e mais de 200 dirigentes protestantes apenas em Paris.”
Os calvinistas tiveram uma preocupação em evangelizar os índios, mas, pouco puderam fazer por eles. Léry expressou atitudes contraditórias que provavelmente eram típicas dos seus companheiros: embora interessado na situação espiritual dos indígenas, a relutância dos mesmos em aceitar a fé cristã o levou a concluir que eles talvez estivessem entre os não-eleitos. A França Antártica entrou para a história como a primeira tentativa de se estabelecer uma igreja e um trabalho missionário protestante na América Latina.
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